Discurso de Jade Picon é comparado com Karol Conká: nova vilã do BBB 22

Por: Marcela Rampini | 09/03/22 - 10:52

Jade Picon foi eliminada do “BBB 22” na noite desta última terça-feira (08), com 84,93% dos votos e se tornou a terceira mais rejeitada da edição. Apesar dos números da sister não baterem o recorde de Karol Conká, Jade saiu como a vilã odiada da temporada. É visível que os números de Jessilane, foram apenas uma tentativa de sua equipe e fãs de tentarem medir força com o Brasil.

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A vilania de Jade ficou ainda mais visível quando foi possível comparar a porcentagem da sister com a do seu inimigo direto, Arthur Aguiar que não passou dos 2% de votos. O paredão dos rivais, ficou longe do paredão com maior quantidade de votos da história, que aconteceu entre Felipe Prior e Manu Gavassi, com 1.532.944.337 bilhões, onde os participantes disputaram voto a voto no BBB 20.

O paredão que eliminou Jade Picon ficou em segundo lugar na história do “BBB 22” com a maior quantidade de votos. Desse modo, a influenciadora também ficou em segundo lugar quando comparada como vilã, já que as atrocidades cometidas por Karol Conká na edição passada não podem ser comparadas. Mesmo assim, é o discurso soberbo de ambas que as tornam as mais odiadas do reality show.

De queridinha a vilã do BBB 22

Dos discursos das vilãs do reality show, ficam de forma semelhante dois adjetivos: incoerência e superficialidade. Jade Picon conseguiu ser amado por uma parcela do público, exatamente por sua posição autoritária de mulher empoderada. O problema foi que esse discurso não durou muito, já que a influenciadora acabou tendo diversas atitudes contraditórias.

Flávia Stawki é professora de linguagem estética do curso de Cinema e audiovisual da ESPM, e em entrevista para o Notícias da TV, fez uma análise sobre a imagem de uma vilã ser fundamental em programas como o Big Brother.

“Em um reality muito morno, em que todo mundo é bonzinho e ninguém quer se sujar, a Jade caiu como uma luva nesse personagem”, pontuou a professora.

“Bem menos agressiva que a Karol, certamente. No entanto, nos moldes desta edição, é o que temos. Uma aprendiz de vilã. Elas não mediram as consequências do que essas exposições trariam para as carreiras delas. Acharam que iriam reinar absolutas, sair com um milhão de reais no bolso ou milhões de seguidores nas redes sociais, e acabaram sendo colocadas nesse papel de vilãs, que o Big Brother ama e precisa”, continuou Flávia.

Para Flávia, o fato de Jade querer mostrar para o público que por causa de sua personalidade forte ela não tinha medo de um embate com o seu rival, quando na verdade queria tirar mais o papel de “garota mimada” do que coerente realmente: “A Jade, dentro dessa narrativa dela, apesar de não querer, foi muito contraditória: quer ser coerente, mas não está percebendo o jogo. Você tem que ser coerente na sua trajetória, sim. Mas olhar o jogo, entender e querer aprender com as pessoas. Ela está achando que está no ‘mundo encantando de Jade’, mas vemos que é uma menina imatura”

Tanto Jade quanto Karol iniciaram o reality dizendo que tentavam experimentar outras coisas. A influenciadora vem com esse discurso de querer aprender e evoluir, enquanto Karol achou que ia reinar linda e poderosa, dizendo que era a opinião dela mesmo e que não abaixava a cabeça.

Jade Picon, apesar de não conseguir alavancar a carreira como gostaria, não saiu tão cancelada quanto Karol Conká. Alguns pedidos de desculpas e participações em programas da emissora, farão com que a ex-integrante do Camarote continue ganhando seguidores e aumentando sua fortuna.

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