Creme com o próprio sangue funciona? Médica da área estética esclarece mitos e verdades sobre o skincare de Anitta

Por: Julia Pessoa | 13/06/23 - 11:55

Eita! Recentemente, Anitta compartilhou com seus seguidores do Instagram um pouco da sua rotina de skincare, que mantém a sua pele limpa, lisinha e sem manchas. Mas o que chocou mesmo foi que a cantora revelou que usa um creme feito com o seu… plasma sanguíneo!

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“Descobri que a moda agora é fazer skincare nos stories, que consiste na pessoa mostrando vários produtos para lavar a cara e fingir isso está deixando a pele maravilhosa”, iniciou ela com bom humor, e seguiu contando qual tipo de sabonete usa na pele: “Qualquer [sabonete] que estiver na farmácia escrito ‘anti-acne’ ou anti-oleosidade’ é o que vou pegar. Não faz a menor diferença, todos dão resultado”, disse ela, explicando que a sua pele é super oleosa.

Em seguida, a diva mostrou que o creme que usa em sua rotina de skincare foi feito com seu próprio sangue. “Foi a moça de Miami que fez o creme pra mim. Eu tirei sangue, depois passaram na máquina para tirar o plasma e fizeram o creme pra mim. Esse ‘creminho’ fica lá na geladeira, porque fora ele estraga”, revelou.

Anitta também contou que aderiu a um creme que promete clarear as partes íntimas: “Ela fez um outro creme, que é uma fórmula maravilhosa pra clarear a ‘pepeka’. O mesmo procedimentos que ela tem feito no meu rosto, ela está fazendo na minha ‘pepeka’, no meu ‘popo’ [bumbum]”, compartilhou.

Assista ao vídeo:

Mas afinal, o que é esse creme feito com sangue? Ele é indicado na rotina de skincare?

Para esclarecer as dúvidas sobre a polêmica skincare de Anitta, a Metropolitana FM conversou exclusivamente com a Dra. Fernanda Nichelle, médica que atua na área estética. E ela deu o seu veredicto, confira!

“O que todos precisam saber em primeiro lugar é que, aqui no Brasil, a aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP) – em outras palavras, o uso do sangue para estética – é proibido de acordo com o Conselho Federal de Medicina”, iniciou a doutora. “Além disso, este procedimento não apresenta consistência, e muito menos uma fundamentação científica”, continuou.

“Pelo fato da Anitta ter feito este procedimento, a repercussão sobre ele ficou maior. Ela mesma relatou que a realização foi feita fora do Brasil – em Miami, nos Estados Unidos – e realmente é bem comum no exterior esse tipo de procedimento. Basicamente, este método consiste em retirar o sangue do paciente e depois realiza-se uma separação das plaquetas do glóbulo vermelho, que podem ser injetadas no couro cabeludo ou no rosto do paciente”, explicou ela. “No caso da Anitta não foi diferente, foi retirado o sangue dela e a aplicação tópica do sangue foi feita na face, em forma de creme”.

“Mas devo frisar: o uso do sangue não é embasado pela ciência para a aplicação direta no rosto. Este procedimento pode, sim, ter seus riscos, como infecção e transmissão de doenças. Por isso, é muito importante deixarmos todos os alertas sobre isso, afinal, não pode ser feito no Brasil, é proibido”, finalizou.

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