YouTube bloqueia canal de pastor que defendia cura gay

O perfil tinha 1,8 milhão de inscritos antes de ser bloqueado pela plataforma

Por: Gabrielle Gonçalves | 16 abril - 22:51

O YouTube resolveu suspender a conta do pastor nigeriano Temitope Balogun Joshua, conhecido como T.B. Joshua, por acusações de discurso de ódio. A decisão foi tomada depois que uma entidade de direitos humanos decidiu prestar queixas contra o religioso após analisar pelo menos sete vídeos dele fazendo orações para “curar” gays.

Foto: AFP

T.B. Joshua é um dos pastores mais influentes da África. Segundo o jornal britânico The Guardian, a igreja dele, Igreja Sinagoga de Todas as Nações, atrai semanalmente mais pessoas do que o total de visitantes do Palácio de Buckingham e da Torre de Londres, na Inglaterra.

Conhecido como “o profeta” por seus seguidores, ele viaja frequentemente pela África, Estados Unidos, Reino Unido e América do Sul. Por causa disso, sua igreja, localizada na Nigéria, se tornou destino de milhões de nigerianos e visitantes internacionais. Ela é descrita como “a maior atração turística” do país e “o destino mais visitado por turistas religiosos na África Ocidental”.

A openDemocracy, do Reino Unido, apresentou uma queixa contra T.B. Joshua depois de analisar vídeos postados entre 2016 e 2020. Um deles traz uma atualização de uma sessão de oração de uma mulher chamada Okoye, transmitida pela primeira vez em 2018.

Nele, T.B. Joshua dá um tapa e empurra Okoye e uma outra mulher não identificada várias vezes e diz: “Há um espírito perturbando você. Ela se transplantou para você. É o espírito da mulher”, relata o openDemocracy. Posteriormente, é divulgado o testemunho da mulher afirmando que “o espírito” estava destruindo sua vida, mas que foi curada após as orações do pastor. Ela declara que deixou de ter “afeições” por mulheres e passou a ter por homens.

Um porta-voz do YouTube disse ao openDemocracy que o canal foi bloqueado porque sua política “proíbe conteúdo que alega que alguém está mentalmente doente, enfermo ou inferior por causa de sua participação em um grupo protegido, incluindo orientação sexual”.

O pastor disse que vai recorrer da decisão do YouTube. O Facebook também removeu pelo menos uma das publicações ofensivas mostrando uma mulher sendo esbofeteada enquanto T.B. Joshua diz que está expulsando um “espírito demoníaco” de seu corpo.

Fonte: BBC

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