Usuários do Instagram usam adesivos do Ramadã fora de contexto e geram revoltas

As imagens que representam um período sagrado para o islamismo foram usadas para aumentar a visibilidade

Por: Gabrielle Gonçalves | 15 abril - 23:50

Nesta semana, o Instagram lançou três novos adesivos para Stories para celebrar o “Ramadan” (que pode ser grafado como Ramadã ou Ramadão) – mês sagrado do calendário islâmico. As imagens trazem uma lua crescente com estrelas, uma mesquita à noite e um prato com bebida e frutas. No entanto, alguns usuários do Instagram estavam usando as figurinhas para se autopromover na rede, e isso gerou revoltas pelo desrespeito.

Foto: Hala AlAbbasi/Reprodução/Instagram

Normalmente, as figurinhas comemorativas do Instagram são levadas a um espaço de destaque na página inicial – o que não foi diferente com os desenhos criados pela designer Hala AlAbbasi, do Bahrein, no Oriente Médio. Muitos perfis começaram a se aproveitar disso para ganhar maior visibilidade. Várias imagens fora do contexto, inclusive sensuais, foram publicadas com os stickers.

Mas, afinal, o que é o Ramadã?

O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico. Diferente do calendário cristão, que é o gregoriano, o calendário islâmico é contado pelas voltas da Lua em torno da Terra. O período remete a quando o profeta Maomé teria recebido as revelações do Anjo Gabriel sobre as palavras de Deus, registradas no Alcorão. Em 2021, o Ramadã acontece entre 13 de abril e 12 de maio.

Durante este período sagrado, os mulçumanos reforçam as orações e a leitura do Alcorão e devem ficar de jejum todos os dias entre o nascer e o pôr do sol. A ideia é purificar o corpo e a mente e fortalecer o espírito para focar no divino. O respeito ao jejum e à oração está entre os pilares da religião. Se a prática for prejudicial à saúde, em alguns casos, é possível substituir o jejum pela doação de alimentos ou cumpri-la fora do horário “oficial”.

Os adesivos do Instagram representam o calendário lunar ou então as noites em jejum, as orações a partir da mesquita (templo mulçumano) e as tâmaras com chá, que costumam ser consumidas nos horários possíveis para evitar a queda de glicose durante o jejum prolongado.

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