Twitter anuncia iniciativa para estudar os próprios algoritmos

Rede social diz estar conduzindo análises e estudos para avaliar os potenciais danos causados por sua inteligência artificial

Por: Gabrielle Gonçalves | 15 abril - 23:57

Na última quarta-feira (14), o Twitter anunciou que vai lançar uma iniciativa de aprendizado de máquinas para estudar como seus algoritmos funcionam e usar essas descobertas para melhorar a experiência dos usuários. Segundo um comunicado, a proposta busca “assumir a responsabilidade pelas decisões algorítmicas”, com o objetivo de alcançar “equidade e justiça nos resultados”.

Foto: Pixabay

“Quando o Twitter usa aprendizado de máquina, ele pode impactar centenas de milhões de Tweets por dia e, às vezes, a maneira como um sistema foi projetado para ajudar pode começar a se comportar de maneira diferente do que se pretendia. Essas mudanças sutis podem então começar a impactar as pessoas que usam o Twitter e queremos ter certeza de que estamos estudando essas mudanças e usando-as para construir um produto melhor”, disseram Jutta Williams e Rumman Chowdhury, da equipe de ética e transparência do Twitter, no blog oficial.

No ano passado, a rede social foi acusada de possuir algoritmos racistas, que priorizavam imagens de pessoas brancas em detrimento de imagens de pessoas negras. Um usuário fez um teste usando fotos do senador americano Mitch McConnell e do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Nos dois posts, não importava a disposição dos políticos, a imagem de McConnell sempre aparecia ampliada na timeline.

Agora, o Twitter alega estar conduzindo análises e estudos aprofundados para avaliar a existência de potenciais danos nos algoritmos que usam. “Isso pode resultar na mudança de nosso produto, como remover um algoritmo e dar às pessoas mais controle sobre as imagens que tweetam , ou em novos padrões sobre como projetamos e construímos políticas quando elas têm um impacto desproporcional em uma comunidade em particular”, afirmou a companhia.

A empresa também quer construir soluções para que os usuários entendam o funcionamento de sua inteligência artificial, o que a informa e como ela impacta o que é visto na timeline. Todas as descobertas devem ser compartilhadas com o público e com especialistas externos.

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