Entenda o que muda com a nova política de privacidade do WhatsApp

Novas regras entram em vigor neste sábado, 15 de maio

Por: Gabriel Figueiredo Monteiro. | 15 maio - 18:28

Se você ainda não aceitou a nova política de privacidade do WhatsApp, começará a receber mais e mais notificações do aplicativo pedindo que o faça.

Isso porque, a partir de hoje, 15 de maio, os novos termos passam a ser obrigatórios para o uso do aplicativo de mensagens.

A empresa, depois de muita polêmica e ações judiciais em diversos países, incluso o Brasil, optou por não excluir contas que não aceitassem os novos termos, mas, nos próximos 90 dias, as funções do aplicativo como envio e recebimento de mensagens, ligações, pesquisa de conversas e até acesso à lista de contatos serão suspensas gradativamente até o aplicativo ser completamente bloqueado.

Após esse período de 90 dias, a única ação possível ao entrar no WhatsApp será aceitar a nova política.

A justiça brasileira já investiga se a mudança fere as regras da Lei Geral de Proteção de Dados, que entrou em vigor em setembro de 2020 e regulamenta o arquivamento, uso e compartilhamento de dados pessoais de usuários. No entanto, até segunda ordem, as regras do aplicativo continuam a valer e os usuários terão suas funções bloqueadas caso não concordem com os termos.

Mas, afinal, o que muda com as novas regras?

Em processo de integração com o Facebook desde que foi comprado pela empresa, o aplicativo de mensagens passará, com os novos termos, a compartilhar ainda mais dados com a plataforma mãe.

Mais especificamente, conversas trocadas com contas comerciais serão monitoradas pela empresa. Os dados criarão um perfil de consumidor e esse perfil será utilizado pelo Facebook e Instagram para apresentar propagandas direcionadas dentro das redes sociais.

No fim das contas, o Facebook aprenderá com seus hábitos e venderá publicidade para que seus clientes atinjam seu público.

O algoritmo não terá acesso às mensagens trocadas, mas monitorará com quais empresas o usuário troca mensagens, com qual frequência e por quanto tempo.

Conversas privadas ainda são totalmente protegidas por criptografia e não serão monitoradas caso o usuário aceite os termos.

Essas novas regras já geraram grande polêmica na comunidade. Anunciadas em janeiro e previstas para entrar em vigor em fevereiro, tiveram de ser adiadas consecutivas vezes para que seus impactos fossem devidamente explicados.

A Facebook vê, nos anúncios personalizados, sua maior fonte de renda e, por esse motivo, tenta aprimorar seus algoritmos. No entanto, sofreu grande derrota na Alemanha, onde foi proibida temporariamente de coletar dados pelo WhatsApp, e enfrenta uma acirrada batalha com a Apple por conta da última versão do sistema IOS, que permite aos usuários bloquear o acesso a dados de fora do aplicativo, como sites de compras e pesquisas.

O que fazer?

Mesmo que adiada pela comunidade, a obrigatoriedade dos novos termos chegou. Enquanto a justiça brasileira não decide sobre sua legalidade, resta àqueles que não se sentirem confortáveis com a mudança a usar o aplicativo até seu bloqueio ou migrar para outras plataformas de mensagens como Telegram e Signal, que viram seus números de usuários dispararem neste ano justamente por conta da mudança no WhatsApp.

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