Assim como o Facebook, LinkedIn associa vazamento de dados à “raspagem”

Informações de 500 milhões de usuários da rede social foram vazadas e colocadas à venda na internet

Por: Gabrielle Gonçalves | 09 abril - 20:00

O LinkedIn se pronunciou sobre o vazamento que expôs dados pessoais de 500 milhões de usuários. A rede social afirmou que as informações reúnem “dados de um número de sites e empresas” e que o conteúdo foi coletado a partir de materiais públicos disponíveis em seu site.

Foto: Freepik

A obtenção dos dados pessoais teria sido feita a partir de uma técnica chamada de “raspagem” – que utiliza robôs para coletar informações públicas. Um caso similar foi divulgado pelo Facebook nesta semana.

O LinkedIn ainda afirmou que a raspagem fere os seus termos de uso. A empresa também garante que seus sistemas não foram invadidos e que nenhum dado privado dos usuários foi coletado. No entanto, ela não deu detalhes se pretende notificar as pessoas que sofreram com o vazamento.

Entenda

Na última terça-feira (6), o site CyberNews divulgou que informações de 500 milhões de usuários do LinkedIn foram vazados e colocados à venda em fóruns de hackers. Os dados incluem IDs do LinkedIn, nomes completos, endereços de e-mail, números de telefone, links dos perfis, links para outros perfis de mídia social, títulos profissionais e outros dados relacionados ao trabalho dos usuários.

O autor da postagem ainda divulgou 2 milhões de registros como amostras para poder comprovar a obtenção dos dados e, assim, vendê-los. Cada amostra estava sendo vendida por cerca de US$ 2. Enquanto isso, o hacker também mostrava indícios de que estaria disposto a leiloar todo o banco de dados dos 500 milhões de usuários por uma soma de pelo menos quatro dígitos.

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