Apple autoriza retorno do Parler a sua loja de aplicativos

A rede social foi removida dos serviços de aplicativos da Apple, Google e Amazon depois de usada para organizar a invasão do Capitólio em janeiro

Por: Gabriel Figueiredo Monteiro. | 19 abril - 14:22

Depois de quase três meses fora da loja de aplicativos, a Apple autorizou o retorno da rede social Parler para seu catálogo digital.

A informação foi divulgada por uma carta assinada pelo pelo Diretor sênior de Assuntos Governamentais para as Américas da Apple, Timothy Powderly, enviada ao senador Mike Lee e ao deputado Ken Buck após terem questionado, em 31 de março os motivos que levaram a rede social a ser banida da loja de aplicativos.

Segundo a Apple, após extensa conversa com a Parler, a empresa fez várias alterações e se comprometeu a revisar a rede social e sua prática de moderação de conteúdos. Por esse motivo, o aplicativo será aprovado para retornar à loja imediatamente após ser submetido para análise.

Em sua conta do Twitter, Ken Buck escreveu: “em 31 de março, eu e o senador Mike Lee enviamos uma carta exigindo respostas sobre o porquê de a Apple ter removido o Parler da App Store. Hoje, recebemos uma resposta: Parler será reintegrado à App Store. Grande vitória para a liberdade de expressão”.

A rede social se tornou popular entre o público conservador norte americano e pelos eleitores de extrema direita e foi removida não só da App Store como também dos serviços da Google e Amazon após ser usada para organizar os ataques ao Capitólio, em 6 de janeiro, que deixaram cinco pessoas mortas 140 policiais feridos e centenas de presos.

Segundo a Apple, o aplicativo seria removido por violar suas políticas de conteúdo e que algo deveria ser feito para melhorar a moderação das postagens. No entanto, o c0-fundador da Parler e então CEO, John Matze, postou em sua conta na Parler que não cederia ao ultimato da Apple.

Matze foi demitido pelo conselho da empresa após essa declaração e uma conversa com a Apple foi aberta para acordar o retorno do aplicativo.

Na carta mandada aos congressistas, a Apple também enfatiza que sua decisão foi monocrática e que não consultou a Amazon e nem a Google para tomá-la. A afirmação rebate as críticas sobre as grandes empresas de tecnologia estarem em conluio para calar os usuários conservadores.

Por enquanto, a rede social ainda continua fora da loja, mas seu retorno não deve demorar.

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