Funcionários da fábrica da LG recusam acordo e mantêm greve

Decisão de encerrar a produção de celulares e deslocar os setores de notebooks e monitores afetará cerca de 700 funcionários

Por: Gabriel Figueiredo Monteiro. | 12 abril - 18:15

Em assembléia realizada nesta segunda-feira (12), os funcionários da fábrica da LG de Taubaté decidiram pela recusa do acordo oferecido pelo desligamento global da divisão de celulares e deslocamento das linhas de produção de monitores e notebooks para a fábrica de Manaus.

Na mesma reunião, também foi decidido pela manutenção da greve por tempo indeterminado. apenas o setor de Call Center, não afetado pelas recentes decisões da empresa, não congelará suas atividades.

Claudio Batista, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) afirmou: “Se hoje estamos aqui na porta do LG, isso é única e exclusivamente por culpa da empresa. A LG tomou uma decisão unilateral de fechar a fábrica de Taubaté. Nós vamos fazer a luta que for necessária para defender o interesse dos trabalhadores e trabalhadoras”.

O acordo previa uma indenização social com valores que variavam dos R$ 8.000 aos R$ 35.804, dependendo do tempo de serviço do funcionário, uma extensão do plano médico até janeiro de 2022 e participação nos lucros e resultados (PLR).

As recentes decisões da empresa impactam diretamente 700 funcionário que participam ativamente das linhas de produção. No entanto, segundo o Sindimetau, mais 430 funcionários de outras três empresas terceirizadas que fornecem insumos e serviços de montagem à fábrica da LG também serão afetados.

Os trabalhadores destas três empresas localizadas em Caçapava e São José dos Campos também compareceram às portas da fábrica da LG no intuito de também serem integrados ao programa de indenização social e garantirem os mesmos benefícios dos funcionários da própria fábrica.

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