Grupo processou Facebook dizendo que Zuckerberg fez declarações falsas ao Congresso

Grupo de direitos civis pedem indenização de US$ 1.500 por violação

Por: Aline Rocha Lemos | 10 abril - 16:50

O Facebook está sendo acusado por um grupo de direitos civis, relatando que a rede social fez declarações “falsas e enganosas” ao Congresso quando disse que a rede social remove o discurso de ódio e outros materiais que violam suas regras.

A acusação movida por Muslim Advocates em Washington, afirma nesta quinta-feira que Zuckerberg e outros executivos seniores “se envolveram em uma campanha coordenada para convencer o público, representantes eleitos, funcionários federais e líderes sem fins lucrativos da capital do país que o Facebook é um produto seguro.”

Facebook é acusado de por declarações falsas e enganosas

Mark Zuckerberg – Imagem: Divulgação/Web

O processo também cita uma exceção que o Facebook fez a sua política para o ex-presidente Donald Trump, para quem o Facebook abriu uma exceção ás regras quando postou como candidato em 2016 sobre proibir todos os muçulmanos de entrar nos Estados Unidos.

O Facebook não concorda com o processo e diz que não permite discurso de ódio em sua plataforma e que trabalha regularmente com “especialistas, organizações sem fins lucrativos e partes interessadas para ajudar a garantir que o Facebook seja um lugar seguro para todos”, relata Mark Zuckerberg.

A empresa relata que investiu em tecnologias de inteligência artificial destinadas a remover o discurso de ódio e detecta proativamente 97% do que remove. Zuckerberg e outros executivos de mídia social testemunham repetidamente perante o Congresso sobre como eles combatem o extremismo, o ódio e a desinformação em suas plataformas.

Disse também ao comitê de Energia e Comércio da Câmera que a questão tem “nuances”, e que “qualquer sistema pode cometer erros”, ao moderar material nocivo. Os demandantes buscam julgamento com júri e indenização de US$ 1.500 por violação.

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