Google deve ser investigado por violar a lei de privacidade infantil

A investigação indica que apps de marketing da Play Store estão em desacordo com a lei

Por: Adriane Garotti | 22 abril - 19:59

Recentemente, o Google vem passando por grandes questões relacionadas à segurança de dados dos usuários dentro de suas plataformas, como aconteceu na Austrália na última semana. Agora, a gigante deve ser investigada por uma possível violação da lei de privacidade infantil em aplicativos dentro da Play Store. 

Legisladores democratas abriram um pedido para que a Comissão Federal de Comércio (FTC), dos Estados Unidos, passasse a investigar o Google. O foco da investigação é um programa chamado “Feito para Famílias”. A desconfiança é de que dados estejam sendo coletados independente da idade do usuário, já que o programa envolve faixas etárias diversas presentes em uma família. 

Google aberto no computador visto de uma lupa

(Foto: Reprodução/Pixabay)

Os legisladores se baseiam em uma pesquisa realizada no mês passado, no qual 150 dos aplicativos que foram analisados, metade deles possuíam compartilhamento indevido de dados. A intenção do pedido de investigação é exatamente descobrir se o Google tinha consciência das práticas irregulares que abrangem esse programa.

 

“A FTC deve usar toda a sua autoridade para proteger os interesses das crianças, muitas das quais estão cada vez mais online durante a pandemia do coronavírus ”, informa a carta enviada pelo senador Ed Markey, de Massachusetts, e pela deputada Kathy Castor, da Flórida. 

Um dos maiores medos, caso esse tipo de cenário passe a tornar essas práticas comuns, é de que esse tipo de violação da lei se torne uma maneira dessas grandes empresas de tecnologias explorarem crianças com intuito de ganhar dinheiro. 

O Google afirma que todas suas plataformas estão de acordo com a Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA). Essa é uma lei que entrou em vigor nos Estados Unidos no ano 2000. Ela garante a proteção da coleta de informações de crianças menores de 13 anos, sendo em sites ou aplicativos.

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