Após ataque hacker, site da Biblioteca Nacional volta ao ar com 5% do acervo comprometido

Serviços digitais da instituição ficaram 15 dias fora do ar depois da invasão que aconteceu no dia 11 de abril

Por: Gabrielle Gonçalves | 28 abril - 22:12

Na última segunda-feira (26), a Fundação Biblioteca Nacional anunciou que os seus serviços digitais foram restabelecidos após um ataque cibernético aos servidores da instituição no dia 11 de abril. O site ficou fora do ar nos últimos 15 dias como prevenção contra novas invasões. O retorno foi adiado várias vezes.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em nota, o chefe de gabinete da presidência do órgão, Marcelo Gonzaga, agradeceu “o apoio e a paciência de todos” e disse que o episódio “ressaltou ainda mais o papel da Biblioteca Nacional na preservação de parte da memória nacional e mundial, alertando a todos a relevância e urgência dos cuidados com segurança e preservação digitais”.

No entanto, parte do acervo da Biblioteca Nacional foi prejudicada com o hackeamento. “Por volta de 5% dos dados continuam comprometidos pelo ataque hacker. Os arquivos permanecerão inacessíveis até que seja possível a sua recuperação”, afirmou o órgão.

Entenda o caso

Segundo a assessoria da Fundação Biblioteca Nacional, o site da instituição foi retirado do ar após uma invasão hacker iniciada em um domingo, 11 de abril. Por volta da manhã do dia seguinte, iniciaram-se os trabalhos para a detecção do problema. O ciberataque foi constatado, e a equipe responsável optou pelo desligamento dos serviços digitais como prevenção a novas invasões.

Segundo a Biblioteca, o hackeamento foi semelhante ao que aconteceu no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no ano passado. Depois da suspensão das atividades, o órgão tentou as retomar no dia 13 de abril, mas foi alvo de um novo ataque. A partir daí, a plataforma foi totalmente desativada.

Durante esse tempo, profissionais foram contratados para escanear os acervos, avaliar os danos e reforçar a segurança do site. Os arquivos da Biblioteca Nacional contemplam registros históricos de livros, revistas e documentos importantes do Brasil, além de servirem como fonte de consulta para pesquisadores.

Nesta semana, o site voltou ao ar, e as investigações continuam sendo realizadas pela Polícia Federal. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também foi notificado para identificar os responsáveis.

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