Amazon pede desculpas por negar que entregadores façam xixi em garrafas

Empresa tinha desmentido a informação ao deputado americano Mark Pocan e agora admite que isso realmente acontece

Por: Gabrielle Gonçalves | 05 abril - 23:44

Recentemente, a Amazon tem se metido em polêmicas no que diz respeito a direitos trabalhistas. Desta vez, a empresa pediu desculpas ao deputado americano Mark Pocan por ter negado que seus entregadores façam xixi em garrafas.

Foto: Reprodução/Twitter

“Sabemos que os motoristas podem ter problemas, e têm, para encontrar banheiros por causa do trânsito. Às vezes, por estarem em rotas rurais. Isso tem acontecido ainda mais durante a Covid-19, porque muitos banheiros públicos foram fechados”, disse a Amazon em uma publicação em seu blog.

O pedido de desculpas foi feito uma semana depois do democrata ter criticado a empresa em seu Twitter. “Pagar US$ 15 por hora a trabalhadores não o torna um ‘ambiente de trabalho progressista’ se você tenta minar sindicatos e obriga trabalhadores a urinar em garrafas”, afirmou o político.

Logo depois da publicação, a Amazon tinha desmentido as informações e disse: “Você realmente não acredita nessa coisa de fazer xixi em garrafas, não é? Se isso fosse verdade, ninguém trabalharia para nós.”

A Amazon também afirmou agora que a resposta anterior se referia apenas aos seus funcionários que trabalham em armazéns ou centrais de atendimento.

Pocan, no entanto, rejeitou o pedido de desculpas. Um dia após o posicionamento da empresa, ele tuitou “Isso não é sobre mim, é sobre seus trabalhadores – que você não trata com respeito ou dignidade suficiente. Comece reconhecendo as condições de trabalho inadequadas que você criou para TODOS seus trabalhadores, então conserte isso para todos e, finalmente, deixe-os se sindicalizarem sem interferência”.

Nos últimos dias, trabalhadores da Amazon do Alabama, nos Estados Unidos, estão se mobilizando para decidir se serão representados pelo Sindicato do Varejo, Atacado e Loja de Departamentos. Contudo, a ação foi fortemente contestada pela empregadora.

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:

 

 

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