Universidade Federal de Pernambuco recupera corais utilizando impressora 3D

Projeto Biofábrica de Corais cria berços que permitem cultivar a espécie artificialmente até que ela esteja pronta para voltar ao oceano

Por: Gabrielle Gonçalves | 26 março - 21:38

Uma tecnologia desenvolvida no Brasil está ajudando a recuperar corais em Pernambuco. Os corais são ecossistemas essenciais para a vida marinha, mas estão em extinção devido ao aquecimento global e à acidificação dos oceanos, causada pelo efeito estufa. Foi pensando nisso que pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) criaram “berços” utilizando impressora 3D.

Foto: Reprodução/ Site Biofábrica de Corais

A ideia é pegar os corais que já estão com 50% do tecido morto e cultivá-los artificialmente. É como se os pesquisadores pegassem “mudas” dos corais e colocassem em “vasos” para que eles possam crescer de forma saudável. Assim, o material genético é preservado.

Esses “vasos” criados pelos cientistas são dispositivos feitos de material biodegradável e fabricados por impressoras 3D. A peça, que abriga as mudinhas, é chamada pelos cientistas de “berços”. Depois, os berços são inseridos em uma estrutura maior que fornece condições ideais para a reprodução da espécie. Quando os corais viram adultos, eles já podem ser devolvidos para o oceano.

O trabalho foi empregado nas praias de Porto de Galinhas, em Pernambuco e é realizado pelo projeto Biofábrica de Corais, da UFPE. As espécies com as quais os pesquisadores têm trabalhado são a Millepora alcicornis e Mussismilia harttii.

A tecnologia também é de baixo custo. A fabricação de cada berço custa menos de R$ 1. Já as plataformas que os berços são encaixados com as mudinhas sai por cerca de R$ 35.

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