Professor de Harvard vai comercializar seu DNA como NFT

A ideia é transformar a sequência genética em uma parte do mercado digital

Por: Adriane Garotti | 25 abril - 17:21

Recentemente, foi anunciado que George Church, o famoso geneticista e professor da Universidade de Harvard, vai passar a comercializar seu código genético como um token não fungível (NFT). Isso quer dizer que, a partir de agora, o próprio DNA do professor vai estar disponível para quem quiser comprá-lo na internet. 

Todo esse processo faz parte de uma jogada de marketing da empresa tecnológica de Church, a Nebula Genomics. O local vai começar a oferecer o serviço de sequenciamento genético para quem se interessar em mapear características próprias e únicas. O intuito é despertar o interesse de artistas, empresários e intelectuais que possam ter um DNA bem valioso. 

Ilustração de DNA se transformando em um homem

(Foto: Reprodução/Pixabay)

“Como um dos primeiros genomas já sequenciados, o DNA do professor Church carrega um grande significado histórico para o campo da genômica pessoal, pois foi usado em incontáveis estudos e artigos e representa um momento crucial na ciência e na história humana”, afirma o site da empresa do professor de Harvard.

O crescimento do NFT

Recentemente, temos visto muitos conteúdos que passaram a ser comercializados em NFT. Por exemplo, no último domingo (18), uma arte NFT com rosto de Edward Snowden foi vendida por mais de US$ 5 milhões, ou quando um jornalista do The New York times vendeu seu artigo em formato digital por US$ 563 mil, no último mês março. 

Essa sigla representa “Non-fungible Token” (em português: Token não fungível). Eles são códigos exclusivos que estão conectados a conteúdos digitais, também pode ser considerado uma espécie de certificado digital de algum produto não físico. O que dá garantia de compra desses NFTs é o sistema de contabilidade  blockchain, que é um local onde ficam registrados todos os dados de compradores e dos produtos no meio digital. Assim, determinada aquisição passa a ter uma autenticidade de compra e propriedade que pode ser comprovada, mesmo que não seja algo físico. 

George Church

O professor de Harvard é um famoso geneticista que tem muita participação na pesquisa da ciência genética, além de ter sido um dos primeiros a se dedicar sobre o assunto. Ele inclusive trabalhou em um aplicativo de namoro no qual utilizava códigos genéticos dos usuários para realizar os “matchs” (combinações). 

Atualmente, leciona genética em Harvard, é líder da equipe de biologia sintética no Harvard’s Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering, além de ser diretor do Centro de Tecnologia de Energia do Departamento dos Estados Unidos e do Instituto Nacional de Saúde do Centro de Excelência em Ciência Genômica.

“O NFT não foi ideia minha, mas espero que seja uma boa ideia tanto para o vencedor do leilão quanto como um evento que aumenta as conversas sobre a revolução que está acontecendo na leitura e escrita de DNA”, disse Church para o portal The Scientist.

Fonte: site Canaltech

LEIA MAIS:

Arte NFT com rosto de Edward Snowden é vendida por mais de US$ 5 milhões

Jornalista vende artigo em formato digital por US$ 563 mil

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo: