Invasor do Capitólio é preso depois de confessar o crime em um app de paquera

Pessoa com quem ele conversava não só teria dito "nós não combinamos", como também o denunciou ao FBI

Por: Gabrielle Gonçalves | 27 abril - 20:08

Uma usuária do aplicativo de namoro Bumble foi surpreendida depois de o homem com quem conversava ter confessado que participou das invasões ao Capitólio, nos Estados Unidos, após os resultados das eleições presidenciais. Robert Chapman chegou a se gabar de suas façanhas no motim que aconteceu em 6 de janeiro deste ano. A moça não só respondeu “nós não combinamos”, como também o denunciou ao FBI.

Foto: Divulgação/FBI

Segundo informações das autoridades americanas, uma semana após o ataque, Chapman teria dito pelo Bumble que participou da invasão ao centro legislativo americano e ainda afirmou que conseguiu chegar ao Statuary Hall – espaço dedicado a figuras consideradas proeminentes. Ele também teria dito que chegou a ser entrevistado por veículos da mídia.

A usuária com quem ele conversava rapidamente entrou em contato com a polícia federal dos Estados Unidos e forneceu capturas de tela das mensagens. As fotos de perfil de Chapman no Bumble foram comparadas com imagens tiradas por câmeras corporais de oficiais da justiça no dia da invasão.

O invasor foi preso, acusado de quatro contravenções, incluindo conduta desordeira em terras do Capitólio. Ele não não apresentou defesa, e seu advogado não respondeu a um pedido de esclarecimento sobre as acusações.

De acordo com o processo judicial, um dia antes do motim, Robert Chapman também teria publicado no Facebook que estava viajando para o “Distrito da Criminalidade”, referindo-se a Washington, DC. Além disso, no dia do ataque, ele ainda teria publicado “Estou dentro da p… do Capitólio”.

Chapman foi preso na última quinta-feira (22), mas foi solto logo depois por um juiz federal do Distrito Sul de Nova York. A maioria dos réus da invasão ao Capitólio que não são acusados ​​de crimes violentos – incluindo Robert Chapman – foram libertados da prisão antes do julgamento.

As postagens nas redes sociais se tornaram aliadas nas investigações do motim no centro legislativo americano. Em dezenas de casos ligados à invasão, os promotores citaram postagens no Facebook, Twitter, TikTok, Parler, Snapchat e outros sites e aplicativos onde os participantes se vangloriavam de seus supostos crimes.

Fonte: CNN

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