Impressora 3D é capaz de imprimir ímãs na Rússia

Essa tecnologia está ficando cada vez mais comum na produção de diversos objetos

Por: Adriane Garotti | 14 abril - 21:06

Cientistas da Universidade de Ural, na Rússia, conseguiram utilizar uma impressora 3D para produzir ímãs. Essa possibilidade vai permitir que sejam feitos objetos deste material para as mais diversas funções, entre elas braços robóticos cirúrgicos que podem ajudar em cirurgias menos invasivas. 

Essa impressora, um modelo alemão que permite a customização das funções de uso, consegue fazer com que o metal em pó, após ser compactado, se torne um ímã. Porém, ainda é necessário realizar o processo de magnetização das peças, já que a impressora 3D ainda não é capaz de entregar os objetos completamente prontos para uso.

ímã atraindo moedas

(Foto: Reprodução/Pixabay)

“A impressora permite a obtenção de amostras de pós metálicos por meio das tecnologias de fusão seletiva a laser e sinterização seletiva a laser. No primeiro caso, as partículas do pó são totalmente refundidas, no segundo, elas são ligeiramente derretidas próximo à superfície”, explica o professor Aleksey Volegov, um dos pesquisadores responsáveis. 

Os cientistas, que estão tentando aprimorar essa nova tecnologia, pensam que no futuro será possível produzir compostos simples feitos a partir do ferro, neodímio e boro. Muitos deles são usados durante a produção de celulares e também em motores de veículos. Com a ajuda da impressora, a otimização do trabalho de produção das peças seria um ponto positivo. 

Os estudos também indicam que a tendência é que a evolução da tecnologia seja relativamente rápida na impressora 3D. Espera-se que entre seis meses e alguns anos, a máquina esteja pronta para entregar os ímãs com todas suas funções magnéticas.

Auxílio em missões espaciais

Um dos pontos positivos que essa impressão de ímãs em impressoras 3D pode resultar, é a ajuda em missões espaciais. Através dessa tecnologia, será possível produzir materiais magnéticos específicos capazes de serem resistentes às diversas características climáticas dos planetas que estão sendo explorados. 

O professor Aleksey Volegov afirma que “serão ímãs baseados em compostos de samário e cobalto. Eles podem ser usados ​​em submarinos, em estações espaciais ou navios. Ou seja, naquelas áreas onde há mudanças de temperatura muito fortes e precisamos de ímãs com propriedades especiais em termos de estabilidade”, concluiu.

Fonte: site Canaltech

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