Qual a causa do acidente aéreo que matou Marília Mendonça? O que se sabe até o momento

Ainda não há informações confirmadas sobre a causa, mas dados estão sendo reunidos para a investigação

Por: David Mesquita | 07 novembro - 17:08

A queda do avião bimotor que levava a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas, na última sexta (5), levanta diversos questionamentos sobre as possíveis causas desta tragédia, que ocasionou na morte do todos os passageiros.

No entanto, ainda é precipitado informar com certeza o que provocou o acidente antes de o processo investigativo ser concluído.

Até agora, fontes oficiais passaram dados que serão usados durante a apuração.

Todavia, informações precisas de como ocorreu o acidente, o que aconteceu antes da queda e por qual motivo o avião voava tão baixo ainda serão respondidas.

Confira o que se sabe até agora:

Quando ocorreu o acidente?

A aeronave caiu por volta das 15 horas, na última sexta, no dia 5 de novembro de 2021, na zona rural de Piedade de Caratinga (MG), próximo ao acesso da BR-474.

Marília faria um show na cidade vizinha, Caratinga.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, os agentes foram acionados por volta das 15h30.

Qual era o modelo do avião e a quem pertencia?

O bimotor Beech Aircraft, prefixo PT-ONJ, foi fabricado em 1984 e tinha capacidade para seis passageiros. O avião pertencia a uma empresa chamada PEC Táxi Aéreo.

De acordo com informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave que Marília viajou estava em situação regular e tinha permissão para ser utilizado para circulação de táxi aéreo.

Na manhã deste domingo (7), a empresa teve autorização para retirar a aeronave do local do acidente.

O que pode ter ocasionado o acidente?

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável por investigar acidentes e incidentes de aviação, ainda apuram o que pode ter ocasionado a queda da aeronave, mas já se sabe que o avião colidiu com fios de alta tensão antes de cair.

Pilotos já tinham informado sobre o problema dos fios de alta tensão

Alguns pilotos já haviam alertado nos meses de agosto e setembro de 2021, aos órgãos aéreos da região, sobre os fios de alta tensão estarem atrapalhando o pouso no aeródromo de Caratinga.

Os relatos são denominados Notificação Aeronáutica (Notam), que apontam dados sobre riscos e comunicam outros pilotos que sobrevoam a região sobre perigos para operar na área.

Aeronave não tinha caixa-preta

No sábado (6), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) comunicou que a aeronave que Marília viajava com sua equipe não tinha caixa-preta.

Porém, foi encontrado um geolocalizador que serviria de referência, junto ao plano de voo, para investigar as causas do acidente.

Pilotos eram experientes

Geraldo Martins de Medeiros Júnior, que comandava o avião, tinha cerca de 30 anos de experiência como piloto e chegou a fazer carreira na aviação comercial, de acordo com informações de familiares da vítima.

Ele estava aposentado, mas voltou a atuar na profissão e, mais recentemente, pilotou diversos voos para levar insumos, oxigênio e vacinas até Manaus (AM), uma das cidades mais atingidas pela Covid-19.

Já o copiloto Tarciso Pessoa Viana, de 37 anos, trabalhava profissionalmente há 12 anos.

Fatores Humanos

Segundo relatos, o piloto Medeiros Júnior estava de férias quando precisou atender ao voo da cantora.

De acordo com o irmão dele, Antônio Helder, outros dois pilotos da empresa para a qual o irmão trabalhava, a PEC Taxi Aéreo, pediram demissão. “Ele teve que ir fazer esse voo”, lamentou.

PEC Táxi Aéreo acumulava irregularidades

Apesar da aeronave que caiu estar regular para a realização de voos, a empresa proprietária do avião é alvo de inúmeras denúncias de irregularidade na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“A empresa [PEC Táxi Aéreo] acumula irregularidades que colocam em risco tripulantes e passageiros”, aponta documento do Ministério Público Federal (MPF), segundo informações divulgadas pelos sites UOL e CNN.

Aeronave estava com problema no para-brisa

Mesmo considerado regular pela Anac, a aeronave apresentava problemas no para-brisa, aponta denúncia apresentada pela Procuradoria da República em Goiás.

“O vidro fica embaçado, com prejuízo visual em pousos e decolagens, fato conhecido pela empresa, porém ignorado”, menciona o documento. Não há, porém, como afirmar a relação desse fator com o acidente.

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