Príncipe Harry relembra gatilhos com a morte da mãe e pensamentos suicidas de Meghan Markle

O Duque de Sussex falou mais sobre a experiência de Lady Di com os paparazzi e a pressão dos tabloides na esposa

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 21 maio - 13:12

O príncipe Harry voltou a falar sobre os bastidores de sua vida em outra entrevista para Oprah Winfrey. O duque de Sussex participou do programa ‘The Me You Can’t See’ e falou sobre suas principais fragilidades e os momentos mais difíceis de sua vida. 

No episódio, o príncipe lembrou como foi encarar a época em que a esposa, Meghan Markle, passou a ter pensamentos suicidas e como isso disparou gatilhos para lembrar a morte da mãe, Diana Spencer, em 1997. Na época, ele tinha 12 anos. 

Foto: Reprodução/ Príncipe Harry e Meghan Markle

“Eu sempre quis ser normal, ao invés de ser o Príncipe Harry, apenas ser Harry. Era uma vida enigmática e, infelizmente, quando penso em minha mãe, a primeira coisa que me vem à mente é sempre a mesma coisa: ela no carro, com cinto de segurança. Meu irmão [Príncipe William] no carro também, e ela dirigindo e sendo perseguida por três, quatro, cinco carros com paparazzi”.

Ele contou que ao ver Diana chorando, se sentiu incapaz de oferecer suporte à mãe. “Ela quase não conseguia dirigir por causa das lágrimas, não havia proteção. Um dos sentimentos que surgem é o desamparo. Ser jovem demais, ser um cara jovem demais para poder ajudar uma mulher, no caso, sua mãe. E isso aconteceu todos os dias até o dia em que ela morreu”, conta ele. 

Para Harry, a história aciona gatilhos sombrios porque entende que é como se a história tivesse se repetindo. Desde que assumiu um relacionamento com a atriz Meghan Markle, em 2016, sua vida pessoal passou a ser registrada quase diariamente por paparazzi. 

“Nós somos seguidos. Fotografados, perseguidos, assediados. O clique das câmeras e os flashes das câmeras fazem meu sangue ferver. Isso me deixa com raiva e me leva de volta ao que aconteceu com minha mãe e o que eu passei quando era criança. E não estou falando apenas da mídia tradicional, mas também das plataformas de mídia social. Eu me senti completamente desamparado”.

O Duque de Sussex, falou também da época em que Meghan sofreu com a pressão dos tabloides ingleses, as cobranças e os preconceitos, que a fizeram ter pensamentos suicidas. O príncipe lembrou do episódio em que o casal teve que participar de um evento de caridade no Royal Albert Hall em 2019. Naquele dia, ela estava passando por momentos turbulentos. 

“Ela estava completamente sã, mas no silêncio da noite, esses pensamentos a perturbavam. A única coisa que a impedia de fazer isso [o suicídio] era o quão injusto seria para mim depois de tudo o que tinha acontecido com minha mãe ser colocado em uma posição de perder outra mulher em minha vida – com um bebê dentro dela, o nosso bebê. Estou um pouco envergonhado pela maneira como lidei com a situação [naquele dia]. Por causa do sistema em que estávamos presos e das responsabilidades e deveres que tínhamos, demos um abraço rápido e depois tivemos que mudar os ânimos e entrar em um comboio com escolta policial para ir até o Royal Albert Hall para um evento de caridade. Não havia a opção de dizer ‘não'”.

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