Mônica Martelli usa jaqueta de Paulo Gustavo em homenagem e se emociona ao vivo: ‘Duas doses de uma vacina que já existe teria salvado você’

A artista foi no programa 'Saia Justa' do canal GNT e falou mais sobre o amigo que faleceu no dia 4 de maio por complicações da covid-19

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 13 maio - 14:53

Mônica Martelli retornou ao programa ‘Saia Justa’ fazendo uma linda homenagem a Paulo Gustavo, que faleceu no dia 4 de maio vítima da covid-19. 

Antes do programa ir ao ar, a atriz postou em suas redes sociais uma foto usando uma jaqueta do artista: “Hoje retorno ao #SaiaJustaNoGNT assim, vestindo uma homenagem ao Paulo Gustavo. Essa jaqueta ele deixou comigo para consertar, porque estava espetando”, explicou Mônica. 

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Acabou que não deu tempo nem de consertar, nem ele de pegar de volta e esquecemos dela por aqui. Vou senti-lo mais próximo de mim. Aquelas histórias simples, do dia a dia, que viram memórias inesquecíveis”, concluiu. 

No programa, Mônica fez um desabafo e falou sobre a vacina contra o coronavírus: “É uma impermanência de sentimentos o que acontece. É aquilo que eu disse: ‘apenas duas doses de uma vacina que já existe teriam salvado você, meu amor’. Vai pra saudade, depois pra dor, depois pra indignação. Esse luto que a gente está vivendo, não é só meu, é de um país, e só tem uma palavra de ordem: ‘duas doses de uma vacina que já existe’. Isso vai ser um marco de luta no luto, por Paulo Gustavo como por mais de 428 mil brasileiros. Essa dor que estou sentindo, não é uma dor só minha”, começou Mônica.

“Claro que tem a intensidade do luto, da proximidade da pessoa, mas quantas pessoas sentiram a dor por Paulo Gustavo, que lotaram teatros, cinemas, hoje tem que se perguntar: por que no Brasil não temos vacinas suficientes?! Não foi uma fatalidade. Era um homem saudável, sem comorbidade!”, completou ela, indignada com a política de saúde do presidente Jair Bolsonaro.

Mônica falou ainda de conversas que teve com humorista quando ele ainda estava internado: “Ele tinha muito medo de morrer. A gente fazia videochamada e ele falava: ‘isso não é uma gripezinha! Eu estou sofrendo muito. É muito doído'”, relembrou a atriz e apresentadora, que ainda relembrou a importância do ator na luta contra a homofobia, tanto por ser um gay assumido, casado e com filhos, mas também por seus personagens na TV e no cinema. 

“Paulo Gustavo foi um militante importantíssimo! Neste Brasil tão desumanizado. É um mar de horrores o que estamos vivendo. Temos que tomar como marco: é luto com luta! Paulo Gustavo ajudou pais a aceitarem seus filhos gays. Isso é muito poderoso, muito importante.  Eu estou muito indignada, mas o que sinto mais forte é perplexidade. Não consigo!”, concluiu a amiga de Paulo.

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