Documentário de Michael Jackson acusa cantor de abusar de dois garotos e gera discussão

A equipe do cantor se pronunciou sobre as acusações

Por: Alefy Soares | 27 janeiro - 17:48

Na última sexta-feira (25), foi apresentado pela primeira vez o documentário sobre a vida de Michael Jackson, “Leaving Neverland”, no Festival de Cinema de Sundance, mas parece que uma polêmica veio à tona e gerou desconforto no público.

O documentário acusa o cantor de abusar de duas crianças. A equipe responsável pela comunicação do cantor se pronunciou oficialmente em nota: “Leaving Neverland não é um documentário, é o tipo de assassinato de um personagem dos tablóides que Michael Jackson sofreu na vida, e agora em sua morte. O filme mostra alegações não confirmadas que supostamente aconteceram há 20 anos e as considera fatos”.

Macaulay Culkin fala sobre relação com Michael Jackson quando era criança

Foto: CARL DE SOUZA/AFP/Getty Images

“Os dois acusadores testemunharam sob juramento que esses eventos nunca ocorreram”, continuou o texto. “Eles não forneceram provas independentes e absolutamente nenhuma prova em apoio às suas acusações, o que significa que o filme inteiro depende apenas da palavra de dois perjuros”.

O comunicado também detonou o diretor Dan Reed, e acusou os cineastas de apenas entrevistar os acusadores e suas famílias.

“Ao fazê-lo, ele intencionalmente evitou entrevistar várias pessoas ao longo dos anos, que passaram um tempo significativo com Michael Jackson e afirmaram sem ambiguidade que ele tratava as crianças com respeito e não fazia nada de mal a elas. Ao optar por não incluir nenhuma dessas vozes independentes que poderiam desafiar a narrativa que ele estava determinado a vender, o diretor negligenciou a checagem de fatos para que pudesse elaborar uma narrativa tão descaradamente unilateral que os espectadores nunca chegassem perto de um retrato equilibrado”.

Foto: Justin Sullivan/Getty Images

“Agora que Michael não está mais aqui para se defender, Robson, Safechuck e seus advogados continuam seus esforços para obter notoriedade e um pagamento manchando-o com as mesmas alegações que um júri considerou inocente quando ele estava vivo”, concluiu o comunicado.

Os responsáveis pelo documentário ainda não se pronunciaram sobre o caso.

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