Alanis Morissette critica documentário após produção revelar algo chocante sobre sua vida

'Jagged' é uma produção da HBO que relata o início da carreira musical da artista

Por: David Mesquita | 15 setembro - 20:46

A cantora Alanis Morissette se pronunciou sobre o lançamento do documentário ‘Jagged’, produção da HBO que relata o início da sua carreira musical.

Um dos momentos mais chocantes e polêmicos do documentário, foi a revelação de uma série de estupros sofridos pela cantora aos 15 anos. Na época, a idade para o ato sexual consentido no Canadá, país natal de Alanis, era 14 anos. Atualmente, a legislação canadense estabelece o consentimento aos 16.

“Levei anos em terapia para admitir que houve qualquer tipo de vitimização da minha parte”, diz Alanis durante o documentário. “Eu sempre diria que estava consentindo, e então percebi comecei a pensar: ‘Ei, você tinha 15 anos, você não consente aos 15’. Agora eu digo: ‘Ah, sim, são todos pedófilos’. É estupro estatutário”, acrescentou.

De acordo com o jornal norte-americano The Washington Post, que teve acesso ao documentário, Alanis não revelou a identidade dos estupradores, mas afirmou ter contado para outras pessoas o que aconteceu na época. Porém, elas não ajudaram ou apoiaram a artista.

“De fato eu contei para algumas pessoas, mas caiu em ouvidos surdos. Costumava ser um momento em que as pessoas levantavam e saíam do local”, mencionou a dona do hit “Hands Clean”.

Agora, a artista canadense acusou o documentário de ter “agenda lasciva” e questionou a veracidade de vários trechos.

“A agenda lasciva [do documentário] tornou-se evidente assim que vi o primeiro corte do filme. Foi então que eu soube que nossas visões eram de fato dolorosamente divergentes. Esta não foi a história com a qual concordei contar. Estou sentada aqui agora sentindo todo o impacto de ter confiado em alguém que não merecia ser confiável”, desabafou Alanis.

Em comunicado oficial enviado ao site Deadline, Alanis revelou que concordou em dar depoimentos ao documentário por acreditar ser uma celebração dos 25 anos do lançamento do seu primeiro álbum, o aclamado “Jagged Little Pill”.

A cantora aponta que as entrevistas foram realizadas em uma época na qual passava por sua terceira depressão pós-parto, ainda durante a pandemia de Covid-19. Ela ainda afirmou ter sido iludida por uma falsa sensação de segurança e que foi surpreendida ao assistir ao primeiro corte da cena do documentário.

A artista justificou sua ausência da estreia do documentário no Festival de Toronto 2021 e de outros eventos de divulgação do título como forma de protesto à visão retratada na produção. Alanis comparou a narrativa com outras obras biográficas que incluem implicações que, segundo ela, “simplesmente não são verdadeiros”.

“Embora haja beleza e alguns elementos de precisão nesta/minha história, eu, no fim das contas, não estarei apoiando a visão redutiva de outra pessoa sobre uma história com muitas nuances para eles entenderem ou contarem”, informou Alanis.

Já durante entrevista coletiva realizada no Festival de Toronto, Alison Klayman, diretora da documentário, descreveu a reação da cantora ao assistir à produção pela primeira vez: “É uma coisa muito difícil ver um filme feito sobre você e eu acho que ela é incrivelmente corajosa. Sua reação quando o viu foi que realmente ela podia sentir todo o trabalho, todas as nuances envolvidas [no documentário].

Questionada pela publicação, a HBO não comentou o comunicado da canadense ou a repercussão das revelações feitas no documentário. O canal ainda não estabeleceu uma data de estreia para a produção. A previsão é que o lançamento aconteça até o final de 2021.

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