Michael B. Jordan revela que fez terapia por causa de “Pantera Negra”

Ator viveu o vilão Erik Killmonger no longa da Marvel

Por: Gabriela Orsini | 08 fevereiro - 15:36

Michael B. Jordan fez o aclamado vilão de “Pantera Negra”, Erik Killmonger, mas o ator revelou que não foi tão fácil assim para ele viver esse personagem. Em entrevista à Oprah, ele revelou que teve que fazer terapia depois do filme pois estava com dificuldades para lidar com seus sentimentos.

Durante a conversa, Michael explicou como estava se sentindo após as gravações do filme: “Fui para a terapia, comecei a falar com as pessoas, começando a desempacotar um pouco. Estava sozinho, me isolando. Passei muito tempo sozinho, e descobri que a infância e o crescimento de Erik, foram muito solitários. Ele não tinha muitas pessoas com quem podia conversar sobre esse lugar chamado Wakanda que não existia”.

Michael B. Jordan pode retornar como Killmonger em “Pantera Negra 2”

E ele continuou dizendo “Claro que é uma versão extrema e exagerada da Diáspora Africana da perspectiva afro-americana, então ser capaz de absorver esse tipo de dor e raiva, todas essas emoções que Erik meio que representa por ser negro e mestiço aqui nos EUA… Aquilo foi algo que eu não aguentei tranquilamente”.

Como disse que estava com dificuldades de lidar com seus sentimento, Michael explicou como foi seu processo para interpretar o vilão, e disse que não teve um método: “Não tive um método, só fiz o que achava necessário ou o que julgava certo no momento, e não tinha um plano de fuga para isso também. Quando tudo acabou, acho que estar naquele estado mental… aquilo me pegou. Foi difícil no começo, me reajustar às pessoas que cuidam de mim, receber aquele amor que eu afastei. Não queria amor, eu queria estar nesse lugar solitário o máximo que eu pudesse. [Fazer terapia] me ajudou muito”.

Ainda bem que ele fez a terapia e que isso o ajudou! Ele ainda frisou como é importante conversar com alguém e cuidar da saúde mental, além de quebrar o ‘tabu’ de que homem não precisa disso: “Como homem, você pode acabar negligenciando isso, o que não recomendo. Todo mundo precisa descarregar e falar”.