“Vidro” é o filme de herói que faltava para o mundo ​

M. Night Shyamalan encerra a sua trilogia de forma magistral

Por: Alefy Soares | 10 janeiro - 19:30

Em 2000, no auge de sua carreira, o diretor norte-americano, M. Night Shyamalan, lançou o longa “Corpo Fechado”, que trazia a história de David Dunn (Bruce Willis), um homem comum que sofre um acidente de trem e ganha poderes, como super-força e visões do passado de alguém apenas ao tocá-lo. Cético desde o princípio, Dunn acredita que está enlouquecendo, mas é encorajado a ver que se tornou um super-herói por Elijah Price (Samuel L. Jackson).

O tempo passa e o filme havia se tornado uma inovação no mundo cinematográfico de super-heróis, justamente por ser mais “pé no chão” do que qualquer obra do tipo nos cinemas. Em 2016, Shyamalan lança “Fragmentado”, sem avisar qualquer telespectador que seria uma continuação de “Corpo Fechado”. Este conta a história de um homem que tem múltiplas personalidades e sequestra três garotas. O seu poder acaba evoluindo, até que ele se torne uma espécie de monstro. A última cena do longa vemos nada mais, nada menos que David Dunn em uma cafeteria, o que deixou claro que o longa se passa no mesmo universo de “Corpo Fechado” e seria o anúncio de uma sequência.

Eis que em 2019, chega aos cinemas “Vidro”, que conta a história de David Dunn perseguindo a figura sobre-humana de Kevin Wendell, de “Fragmentado”. Entre encontros e desencontros, Elijah Price ressurge para orquestrar ambos e claro, tentar estudá-los de uma forma doentia.

“Vidro” é o filme de super-herói que o mundo precisava. Entre diversos “Vingadores” que dominam as bilheterias, o último longa da trilogia tenta mostrar, de forma contundente, a reação da sociedade ao se deparar com figuras com poderes, além disso, toda a história corre como os típicos roteiros de Shyamalan – que dirigiu clássicos como “O Sexto Sentido – ou seja, com surpresas do começo ao fim.

O único ponto negativo do filme é o uso constante de cortes em cenas de luta, do qual a câmera treme e quase não vemos o que está acontecendo. Claro, esse é um dos problemas clássicos dos longas dos anos 2000 até agora. Mas de resto, “Vidro” entrega um final amarrado e que encerra a trilogia com chave de ouro.

Assista ao trailer: 

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