Com Sandra Bullock, “Bird Box” surpreende em história de suspense e maternidade

O filme estreia dia 21 de dezembro na Netflix

Por: Marielle Rojas | 20 dezembro - 4:55 PM | comentários

Inspirado no livro de Josh Malerman, “Bird Box” é o novo lançamento da Netflix, que chega nesta sexta-feira (21) na plataforma de streaming. O longa estrelado por Sandra Bullock mostra o mundo pós-apocalíptico onde um “vírus” toma conta da humanidade causando suicídios em massa. Eles descobrem que não podem olhar para a “ameaça” se não também são infectados. “Se você olha, você morre”, começa dizendo Malorie.

Pode soar como “mais do mesmo” de produções como “Um Lugar Silencioso” ou “Ensaio Sobre a Cegueira”. De fato a história não é inédita, mas a produção dirigida pela dinamarquesa Susanne Bier consegue instigar os telespectadores e surpreender com uma trama que mistura suspense, terror e drama.

Foto: Divulgação/ Netflix

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Poucas pessoas conseguem sobreviver e uma delas é Malorie, uma mulher forte, mas acostumada com a solidão. Ela está grávida quando tudo acontece e se junta a um grupo de sobreviventes. Ao longo dos dias, eles tentam se adaptar aos novos costumes, porém a convivência humana com pessoas diferentes e, até então desconhecidas, causa divergências e muitas aventuras.

Dentre os sobreviventes, se destaca Tom (Trevante Rhodes), um homem forte capaz de desenvolver grandes laços afetivos, o oposto da personagem de Sandra Bullock. Apesar de não haver um aprofundamento na história de Malorie, dá pra perceber que ela é uma pessoa fria e que não lida bem com sua gravidez. Quando seu filho nasce, ela nem dá nome ao bebê e, ao mesmo tempo, ela promete cuidar de outra menina, que também acaba de nascer.

Foto: Divulgação/ Netflix

Em paralelo, o longa mostra Malorie com o Garoto e a Garota desafiando a vida e viajando por um perigoso rio, cinco anos após o “vírus” tomar conta do mundo. Os três se aventuram com vendas nas águas desconhecidas em busca de um lugar seguro. O filme segue com essas duas linhas do tempo, entre o passado e o presente. Uma forma interessante de explicar a história, mas que pode ser confusa para algumas pessoas.

Ao revelar a história aos poucos, a diretora consegue prender a atenção do público e até assustar em muitos momentos. O filme fica ainda mais misterioso quando Susanne Bier opta por não mostrar o que é exatamente essa “ameaça” que atingiu o mundo, assim como no livro. O “vírus” é apresentado como folhas ao vento, deixando ainda mais suspense no ar.

As atuações dão um toque de singularidade à história que casa com a fotografia com cenas acinzentadas. Além das sensações distintas que o filme causa pelas “cegueira”, sons e suspense, o longa também fala sobre maternidade. Durante a viagem, os instintos maternos de Malorie são despertados, fazendo de tudo para deixar o Garoto e a Garota em segurança.

Assista ao trailer:

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