Witzel é interrogado em processo de impeachment e chora ao se defender

O interrogatório desta quarta-feira (7) é a última parte da conclusão do processo

Por: Maria de Toledo Leite | 07 abril - 18:46

O interrogatório do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), no processo de impeachment contra ele, por suspeitas de desvios na Saúde do RJ, começou por volta das 17h15 nesta quarta-feira (7). Ao se defender, Witzel chorou e acusou o ex-secretário de Saúde Emar Santos de receber propina.

Witzel questionou Edmar Santos sobre a origem do dinheiro que o ex-secretário tinha, “nada indicava que o dr. Edmar tinha no colchão da casa dele oito milhões de reais”.

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Foto: Eliane Carvalho

Antes do interrogatório começar, o governador pediu para se explicar em relação às acusações de irregularidades e desvios na área da Saúde do Rio de Janeiro durante a pandemia. Logo, com sua voz carregada e chorando, Witzel disse que o que estão fazendo com sua família é “muito cruel”.

Witzel complementou, afirmando que decidiu deixar a magistratura para ajudar o povo do Rio de Janeiro, “por uma mudança. Por um futuro melhor”.

O governador também disse que prometeu dar ao Rio de Janeiro uma saúde exemplar, e que a culpa caia em Edmar Santos, “infelizmente, o secretário que escolhi…”. Logo depois, Witzel voltou a acusar o ex-secretário de receber propina e acusou o empresário Edson Torres de ser o “patrão” de Santos.

Edmar Santos também deu depoimento hoje mais cedo, e disse que chegou a alertar Witzel sobre os riscos que ele enfrentaria ao reabilitar a Unir Saúde, que estava impedida de fazer negócios com o governo do estado.

Sobre isso, o governador disse que não teria mandado reclassificar a União Saúde para que ela reassumisse contratos, mas sim para “ela se defender dos processos”.

A sessão do tribunal desta quarta é a última fase antes do fechamento do processo de impeachment de Witzel.

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