Wajngarten proibiu Pazuello de falar com a Globo, afirma ex-assessor do Ministério da Saúde

Arnoud disse: “Claro que não fiz o que ele pediu. Não aceitaria uma ordem desqualificada e inútil. Fiz tudo ao contrário”, escreveu.

Por: Larissa Placca | 23 abril - 19:00

O ex-marqueteiro de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, se posicionou nas redes sociais, nesta sexta-feira (23), com relação às críticas do ex-Secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten à gestão de Pazuello na pasta.

Marcos Arnoud, foi assessor especial de Pazuello enquanto ele esteve no ministério. Ele afirmou, através do Twitter, que recebeu ordem de Wajngarten para “diminuir os valores de mídia da Rede Globo e proibindo o ministro da Saúde de falar com eles”.

Marcos Arnoud, conhecido como “Markinho Show”, ex-assessor especial do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, ao lado do general

Marcos Arnoud, conhecido como “Markinho Show”, ex-assessor especial do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, ao lado do general; Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

O ex-assessor disse que não atendeu o pedido do ex-secretário: “Claro que não fiz o que ele pediu. Não aceitaria uma ordem desqualificada e inútil. Fiz tudo ao contrário”, escreveu.

Marcos Arnoud deu a resposta devido a entrevista que Wajngarten deu à revista Veja, na qual critica a equipe comandada pelo ex-ministro da Saúde de “incompetência e ineficiência” na aquisição de vacinas da Pfizer contra a covid-19.

A entrevista foi publicada nesta quinta-feira (25), Parlamentares criticam entrevista de Wajngarten culpando Pazuello pela Pandemia: “prova do desespero de Bolsonaro”.

Fábio Wajngarten afirmou à Veja que tentou acelerar a compra de vacinas da Pfizer, tendo reuniões com diretores da farmacêutica. Além disso, ele também afirmou que guarda e-mails, registros telefônicos e cópias de minutas de contratos e testemunhas do gabinete presidencial que poderiam “provar” que o acordo com a empresa não avançou por culpa da gestão do Ministério da Saúde.

Em resposta a esse trecho, o ex-assessor questionou: “[Fábio Wajngarten] possuía contratos e operações para resolver a vacina. Porém nunca apresentou nada no ministério da Saúde. Porque?”.

Marcos Arnoud foi exonerado do cargo em 25 de março, após a saída de Pazuello.

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