Senador pressiona Pacheco e cobra a criação de uma Campanha de conscientização da sociedade sobre a vacina 

"Eu acredito que vossa excelência, senhor presidente, tem todas as condições de assumir esse posto e de sair em defesa do povo brasileiro nessa tragédia e não pode tardar", afirmou

Por: Larissa Placca | 06 abril - 19:39

O senador Confúcio Moura (MDB-RO), presidente da comissão especial do Senado de monitoramento da covid-19, nesta terça-feira (6) alertou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), diante das previsões para este mês da pandemia no Brasil.

“O mês de abril prenuncia ser o mês mais tenebroso da pandemia, especialistas preveem até 5 mil mortos por dia. Vindo a acontecer esses dados, fica claramente caracterizada a absoluta falta de controle da situação”, afirmou o senador.

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) em sessão

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) em sessão; Foto: Senado Federal/Divulgação

Confúcio ainda afirmou que o ritmo de entrega das vacinas contratadas é desanimador e que, “com muito esforço”, se seguimos o ritmo atual, o país terminará de imunizar as pessoas com até 60 anos e profissionais de saúde até o fim de junho.

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“É estratégico apoiar as pesquisas de novas vacinas desenvolvidas no Brasil, como a ButanVac, do Butantan, e outra da USP de Ribeirão Preto, e trabalharmos para termos vacinas próprias e desenvolvermos um parque de produção de imunobiológicos em território nacional”, afirmou.

Confúcio Moura ainda defendeu a proposta de que o Senado planeje e crie uma campanha nacional de conscientização da população, em parceria com governadores e prefeitos.

“Há necessidade de uma coordenação nacional que fale alto, que assuma essa posição de liderança. Eu acredito que vossa excelência, senhor presidente, tem todas as condições de assumir esse posto e de sair em defesa do povo brasileiro nessa tragédia e não pode tardar”, afirmou.

O senador ressaltou a necessidade de  um apoio político ao novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, “para que ele tenha autonomia e possa desenvolver o seu trabalho sem puxões de orelha de quem quer que seja”.

Após o discurso de Confúcion, Pacheco foi pressionado pelos demais parlamentares a instalar a CPI da covid-19, e o presidente do Plenátio evitou fazer qualquer comentário.

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