Salles pede R$ 270 milhões a Bolsonaro para dobrar a fiscalização ambiental

Ricardo Salles afirmou que o governo procurava uma forma de recompor os orçamentos.

Por: Larissa Placca | 24 abril - 15:50

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu nesta sexta-feira (23) um montante de R$ 270 milhões ao Ministério da Economia para dobrar a verba de fiscalização ambiental.

A informação foi compartilhada pelo próprio Salles em seu perfil no Twitter. O ministro afirmou que seu ministério “tem priorizado as unidades executoras de políticas públicas ambientais, em especial o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama e, também, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio”.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Ricardo Salles já havia se pronunciado sobre a verba do Orçamento da pasta e afirmou que o governo procurava uma forma de recompor os orçamentos.

Secretário responsável pelo Orçamento diz que dobrar recursos do Meio Ambiente exigirá compensação

Salles afirma que do valor total solicitado, R$ 72 milhões serão destinados ao ICMBio e R$ 56 milhões ao Ibama, para “recomposição orçamentária”.

Outros R$ 142 milhões devem ser também direcionados ao Ibama para “reforço adicional para ações de fiscalização.”

“A suplementação proposta no quadro acima complementa as atividades de fiscalização, prevenção e combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais e monitoramento ambiental, além da manutenção de Unidades de Conservação”, diz o texto do documento.

Através de uma nota à imprensa, o Planalto afirmou que o presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira (22) o Orçamento de 2021. A publicação da sanção, foi feita nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial da União.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta sexta-feira (9) que “certamente” houve erro da equipe econômica ao desenvolver o Orçamento de 2021. O Orçamento foi aprovado num total de R$ 26,5 bilhões reduzindo parte despesas obrigatórias do governo e aumentando os recursos direcionados a emendas parlamentares.

O secretário responsável pelo Orçamento Federal, George Soares, afirmou que a liberação só será possível com uma compensação.

Em uma entrevista, Soares afirmou que: “Qualquer necessidade, tanto no Meio Ambiente, como em qualquer outra pasta, vai ser apresentada ainda, na Junta de Execução Orçamentárias, e terá que ser feita uma suplementação retirando de outro órgão”.

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