Salles demite 4 superintendentes do Ibama; Falta de funcionários prejudica fiscalização do desmatamento e incêndios

Eles eram responsáveis pelas operações do Instituto federal nos Estados do Amazonas, Bahia, Paraíba e Tocantins

Por: Larissa Placca | 10 abril - 13:01

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou nesta sexta-feira (9), a demissão de quatro chefias do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Eles eram responsáveis pelas operações do Instituto federal nos Estados do Amazonas, Bahia, Paraíba e Tocantins.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião; Foto: Agência Brasil/Divulgação

O Tocantins foi o único estado que, após a exoneração confirmada de Flavio Luiz de Souza Vieira, teve a nomeação de um novo superintendente, Luiz Carlos Fernandes.

No Amazonas, Rezende Guimarães Filho deixou o cargo, na Paraíba, saiu Arthur Martins Marques Navarro e na Bahia, Rodrigo Santos Alves. Nesses três casos, segundo nota do governo, a demissão foi “a pedido” de cada um deles.

Na Bahia, o superintendente Rodrigo Santos Alves teve impasses com fiscais do Ibama, ao cancelar multas que os agentes haviam dada a um hotel de luxo. Alves, é dono de uma imobiliária em Salvador e região, mas negou ter negociado algum empreendimento ligado aos proprietários do hotel.

O orçamento federal destinado ao Ibama e ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem recebido grandes cortes ano após ano.

Uma das áreas mais afetadas em questão de funcionários (diversos pediram aposentadoria e não foram repostos) é a de fiscalização e combate a incêndios e desmatamento ilegal.

Em março de 2021, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 368 quilômetros quadrados de área desmatada na Amazônia. O volume total de área desmatada desde agosto (mês que marca a medição anual pelo Inpe) de 2021 até o mês de março desde ano, chega a 4.262 km de desmatamento.

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