Salles afirma que “o presidente vai dobrar o recurso” para metas ambientais mas que vai precisar de empresas e países estrangeiros

As metas assumidas pelo presidente foram de zerar, até 2030, o desmatamento ilegal, e, até 2050 as emissões de carbono. 

Por: Larissa Placca | 22 abril - 20:52

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reafirmou nesta quinta-feira (22) em entrevista que, para cumprir as metas anunciadas pelo Brasil de redução do desmatamento ilegal e da emissão de carbono, é preciso dinheiro.

Bolsonaro declarou na Cúpula de Líderes sobre o clima que “Apesar das limitações orçamentárias do governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados a ações de fiscalização. Mas é preciso fazer mais.”

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em coletiva de imprensa

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em coletiva de imprensa; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Bolsonaro tem até esta quinta-feira (22) para sancionar o Orçamento de 2021 que não inclui gastos com a pandemia e com programas de emprego e renda. Porém, não se tem ideia do valor citado pelo presidente na Cúpula, Salles afirmou que “O que houver de disponibilidade, o presidente vai dobrar o recurso”, disse.

Salles também afirmou que, para cumprir que o governo se comprometeu, a pasta do Meio Ambiente precisará contar com dinheiro de empresas privadas, nacionais e estrangeiras, e de países que queriam contribuir com o Brasil.

As metas assumidas pelo presidente foram de zerar, até 2030, o desmatamento ilegal, e, até 2050 as emissões de carbono.

Salles reforçou que o mercado de carbono, que deverá ser regulamentado na COP 26, em novembro, “trará recursos vultosos para o pagamento de serviços ambientais” no Brasil.

O ministro apontou que, para cumprir as metas, é preciso avançar nos seguintes pontos: regulamentação fundiária (já tramita no Congresso), zoneamento econômico ecológico, desenvolvimento da bioeconomia e do pagamento pelos serviços ambientais.

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