Salles afirma que Bolsonaro vai dobrar verbas para o Ministério do Meio Ambiente

Segundo o ministro nesta semana será definido o Orçamento junto ao Congresso Nacional

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 22 abril - 13:32

Nesta quinta-feira (22) o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, declarou após o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Cúpula do Clima, que o governo federal vai dobrar as verbas do ministério. Segundo Salles, nesta semana será definido o Orçamento, junto ao Congresso Nacional. 

“O presidente vai dobrar o recurso, isso é importante, porque dá justamente sustentação a esse pagamento que eu me referi a pouco das equipes da Força Nacional que podem aumentar substancialmente”, disse o ministro. 

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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em uma coletiva de imprensa, Salles reafirmou a meta de acabar com o desmatamento ilegal até o ano de 2030, argumentando que isso permitirá a redução de até 50% da emissão dos gases do efeito estufa. Em uma carta para o presidente norte-americano, Joe Biden, o Brasil apresentou um plano de ação para combater o desmatamento, que inclui a ampliação das forças de policiamento.  

Para Salles, as Forças Armadas têm uma capacidade de logística importante e que a garantia da Lei de Ordem – que assegura a manutenção do Exército na Amazônia Legal – é uma decisão que está sendo avaliada. 

O ministro acredita que quanto mais suporte internacional para a atingir as metas do Brasil, maior a “probabilidade de antecipar a extinção do desmatamento ilegal”. 

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Bolsonaro na Cúpula do Clima

Nesta quinta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o Brasil se compromete a reduzir suas emissões de carbono em 40% e a eliminar o desmatamento ilegal até 2030.

Bolsonaro declarou na Cúpula de Líderes sobre o clima que “Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar, e reafirmar, uma NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030″.

No entanto, Bolsonaro contradiz dados sobre a Amazônia. De acordo com o presidente, o governo federal determinou o fortalecimento dos órgãos ambientais, mas, na semana passada um ofício do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) aponta que o órgão enfrenta restrições financeiras severas. 

Segundo o documento, a partir de maio as brigadas de incêndio devem ser fechadas. A medida poderá prejudicar os trabalhos de prevenção e combate aos incêndios florestais e gerar impactos negativos ao meio ambiente. 

Para políticos e ONGs, o discurso de Bolsonaro foi “incoerente” e “descolado da realidade”.

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