Saiba quem é Flávia Arruda, nova ministra da Secretaria de Governo de Bolsonaro

Foi a candidata mais bem votada na capital, apesar de estreante na disputa política, contabilizou 121.340 votos

Por: Sophia Bernardes | 30 março - 14:36

Nessa terça-feira (30), a Deputada Federal Flávia Arruda (PL-DF), foi nomeada para o cargo de Ministra da Secretaria de Governo da Presidência da República.

Flávia foi a candidata mais bem votada da capital para o cargo de deputada federal, nas eleições de 2018. Apesar de estreante na disputa política, contabilizou 121.340 votos.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Brasil

Em sua trajetória, a parlamentar assumiu cargos dentro da Câmara e participou de projetos relacionado à violência contra a mulher. Em seu primeiro mandato, o cargo que mais notório foi o de presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) no Congresso, quando se aproximou do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Marido da Ministra de Secretaria do Governo da Presidência da República, José Roberto Arruda foi governador do DF, entre 2007 e 2010. Foi preso e afastado do cargo por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na época, foi denunciado por formação de quadrilha e corrupção de testemunha.

Além disso, José Roberto Arruda foi condenado pela Justiça após investigações relacionadas ao chamado Mensalão do DEM de Brasília ou Caixa de Pandora.

O suposto esquema de corrupção consistia em desvio de dinheiro na administração distrital para o pagamento de propina a políticos em troca de apoio a interesses dos envolvidos, apontou o Ministério Público.

O nome nova Secretária chegou a ser citado na época das investigações, no entanto, não houve nenhuma denúncia do Ministério Público contra ela no processo, e a parlamentar tem a ficha limpa.

Formação

Formada em educação física pela Universidade Católica de Brasília e em direito no Centro Universitário Unieuro, a ministra diz que possui um “perfil de diálogo”.

A Secretaria de Governo da Presidência da República é responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

Gestão

A escolha de Flávia pode ser vista como um gesto a Lira e ao ‘centrão’, após o presidente Jair Bolsonaro não ter escolhido quem o Ministério da Saúde sugeriu. A secretaria com status de ministério cuida das articulações de interesse do Palácio do Planalto.

Depois de pressionar pela saída do ministro da Saúde, os parlamentares passaram a se mover pela queda do então chanceler que aconteceu ontem (29). As trocas ministeriais ocorrem após Lira ter feito duro discurso na semana passada, alertando sobre “remédios amargos” para erros do governo e afirmando ter acendido um “sinal amarelo”.

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