Pujol e Bolsonaro discursam em mesmo tom sobre o respeito do Exército pela Constituição

O presidente afirmou que sempre jogará "dentro das quatro linhas" da Constituição; O comandante deve ser substituído nesta terça-feira (20).

Por: Larissa Placca | 19 abril - 23:21

O comandante do Exército, general Edson Pujol, afirmou nesta segunda-feira (19), em cerimônia ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que a corporação permanecerá fiel aos preceitos constitucionais e a princípios de legalidade.

O pronunciamento de Bolsonaro no evento também seguiu a mesma entonação de Pujol. O presidente afirmou que sempre jogará “dentro das quatro linhas” da Constituição.

O presidente Jair Bolsonaro, participa da cerimônia do Dia do Soldado, na Concha Acústica do Quartel-General do Exército, ao lado do O comandante do Exército, general Edson Pujol;

O presidente Jair Bolsonaro, participa da cerimônia do Dia do Soldado, na Concha Acústica do Quartel-General do Exército, ao lado do O comandante do Exército, general Edson Pujol; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“Na fiel observância dos preceitos constitucionais, regidos pelos princípios da ética, da probidade, da legalidade, da transparência e da imparcialidade, conectado no tempo e no espaço, e aos genuínos anseios do povo brasileiro, o Exército sempre se fará presente, moderno, dotado de meios adequados e profissionais altamente preparados, forjando capacidades militares que superem os desafios do século 21 e possam respaldar as decisões soberanas do nosso Brasil”, declarou Pujol.

O general participou de cerimônia alusiva ao dia do Exército, em Brasília. O comandante deve ser substituído nesta terça-feira (20). Em seu pronunciamento, Pujol afirmou que o Exército manterá lealdade “ao Brasil e à Constituição”.

“O Exército manterá acesa a chama do patriotismo, do sentimento do dever, da probidade e da lealdade ao Brasil e à Constituição. Brasil acima de tudo”, disse.

O que aconteceu entre Bolsonaro e o Exército?

No início do mês de março, conforme informado pela Metropolitana, o STF prorrogou a lei que autoriza governadores e prefeitos a determinarem medidas próprias contra a Covid-19.

No dia 19, o presidente disse, aos seus apoiadores no Palácio da Alvorada, que o governo federal poderá tomar “medidas duras” se o STF não acatar a ação contra as políticas de restrição dos governos e municípios.

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No entanto, a medida não foi suspensa e Bolsonaro voltou a criticar governadores e prefeitos que declararam lockdown e toque de recolher, afirmando que esse tipo de decisão cabe apenas ao presidente, ao declarar estado de sítio.

O que une essa história, segundo informações de jornalistas no DF, é que o general Azevedo e Silva teria sido demitido por Bolsonaro após desacordos entre o ministro e o presidente. Ele teria se recusado a demitir o comandante do Exército, general Edson Pujol.

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Pujol defende uma relação de independência entre as Forças Armadas e o governo, propondo não se posicionar politicamente com relação às restrições dos governadores, por exemplo.

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Assim, o Ministro da Defesa foi trocado e o novo general, ao assumir, realizou a troca nos comandantes das 3 forças armadas.

Porém, após trocas das Forças Armadas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala com apoiadores nesta terça-feira (30) sobre decretar estado de sítio. “Eu não posso decretar. Quem decreta é o Parlamento.”, afirmou Bolsonaro no Palácio da Alvorada.

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