PGR pede que notícia-crime por suposto desvio de Bolsonaro seja arquivada

A decisão sobre o arquivamento da notícia-crime será feita pelo presidente do STF, Luiz Fux

Por: Murilo Amaral Feijó | 18 abril - 14:51

Na última sexta-feira (16), Humberto Jaques de Medeiros, vice-procurador-geral da República, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento da notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A notícia-crime aponta um suposto desvio de Bolsonaro, quando ainda era deputado federal, no valor de R$ 4,1 mil, em 11 idas a dois postos de combustível, no Rio de Janeiro.

Humberto Jacques de Medeiros, vice-procurador-geral da República, durante a sessão plenária do STF

Humberto Jacques de Medeiros, vice-procurador-geral da República. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) argumenta que, na vigência de seu mandato, Bolsonaro “não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.

O vice-procurador-geral também disse: “Observa-se de antemão que a narrativa desenvolvida pelo noticiante abrange fatos, supostamente criminosos, ocorridos entre os anos de 2009 e 2011, que não guardam relação com o exercício do mandado presidencial”.

Agora, cabe ao ministro Luiz Fux, presidente do STF e relator do caso, decidir se a notícia-crime será arquivada ou não.

A denúncia foi apresentada pelo jornalista Lúcio de Castro e publicada no portal da Agência Sportlight. O texto afirma que desvios teriam acontecido entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2011.

A apuração do jornalista aponta que o cruzamento de dados públicos do Congresso e notas fiscais de abastecimento enviadas por Bolsonaro mostra que ele abasteceu em dois postos diferentes no mesmo dia. Ele também teria abastecido no Rio de Janeiro, enquanto registrou presença em Brasília.

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