PGR afirma ao STF que não há crime em conversa entre Bolsonaro e Kajuru

Aras afirma que diálogo não passa de uma “conversa informal”

Por: Murilo Amaral Feijó | 27 abril - 20:49

Nesta terça-feira (27), o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não há crime para ser investigado em conversa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o senador Jorge Kajuru (PODEMOS-GO).

Na conversa divulgada por Kajuru, Bolsonaro criticou a abertura da CPI da Covid que investigaria apenas a atuação do governo federal na pandemia, além de xingar e ameaçar o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), responsável pelo requerimento de instalação da CPI.

Augusto Aras

Procurador-geral da República, Augusto Aras. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Após a divulgação da conversa, os deputados David Miranda, Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Viviane Reis, todos do PSOL, encaminharam ao STF um pedido de investigação através de uma notícia-crime sobre a ligação divulgada por Kajuru. Os parlamentares apontaram crimes de advocacia administrativa e corrupção ativa.

Na manifestação, Aras afirma que diálogo foi uma “conversa informal e privada”. Ele também disse: “O Presidente da República manifestou sua perspectiva pessoal de que seria mais prudente ampliar o escopo da investigação, de forma que todo aquele que tivesse praticado alguma irregularidade, independentemente da unidade federativa ou da esfera de poder, pudesse ser responsabilizado”.

O procurador-geral também defende que “não há como se extrair das falas transcritas que o presidente da República defendeu, ao manifestar-se pela ampliação da investigação, interesses particulares de outrem”.

Aras, na manifestação, pede que notícia-crime seja arquivada. Agora, cabe ao ministro Kassio Nunes Marques do STF decidir se inquérito será aberto ou não.

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