Pazuello afirma que sua exoneração foi causada por pressões políticas

Em despedida, ex-ministro afirmou ter sido pressionado por uma “liderança política”

Por: Murilo Amaral Feijó | 24 março - 19:59

Em um vídeo divulgado nesta quarta-feira (24) pela Veja, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que foi exonerado do cargo após ser vítima de “pressões políticas”.

Ao lado de Pazuello, o atual ministro da Saúde Marcelo Queiroga também aparece no vídeo. O ex-ministro apontou que o Ministério é alvo constante de pressões políticas “por causa do dinheiro que é destinado de forma discricionária”.

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Durante o vídeo, Pazuello chega a afirmar que a distribuição de verbas tem fins políticos: “Então, a operação de grana com fins políticos acontece aqui. Acabamos com 100%? Claro que não: 100% nem Jesus Cristo. Nós acabamos com muito”.

O ex-ministro disse que negou pedidos de pessoas que estavam numa lista enviada ao Ministério da Saúde por uma “liderança política”. “Ali começou a crise com a ‘liderança política que nós temos hoje’ […]. Aí chegou no final do ano, uma carreata de gente pedindo dinheiro politicamente […]. Foi outra porrada, porque todos queriam o pixulé”, afirmou Pazuello.

Pazuello relatou também ter reunido sua equipe para alertá-los sobre as ofensivas que vinha sofrendo, mas não cita nomes: “E nessa repercussão final, de oito atores agindo em cima da gente, eu reuni toda a minha equipe. Mostrei todas as ações orquestradas, eram oito. Não tinha como nós chegarmos ao dia 20 de março”.

Queiroga foi anunciado como substituto de Pazuello no último dia 15 de março pelo Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que só o nomeou de fato na última terça-feira (23).

*Com informações da revista Veja

INVESTIGAÇÃO

Em 25 de janeiro, foi aberta uma investigação pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para apurar a conduta do ex-ministro Pazuello diante do colapso da saúde pública em Manaus.

No último dia 24 de março, a Procuradoria-Geral da República solicitou que o processo seja enviado para a primeira instância na Justiça Federal do Distrito Federal.

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