Pacheco afirma o Senado não aprova a “quebra da ordem política do país”

"Nós não permitiremos transigir ou flertar com qualquer ato ou iniciativa que vise a algum retrocesso ao Estado democrático de direito", disse o senador

Por: Larissa Placca | 30 março - 21:36

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em pronunciamento nesta terça-feira (30), afirmou que a Casa não compactuará com qualquer quebra da ordem política do país.

“Nós não permitiremos transigir ou flertar com qualquer ato ou iniciativa que vise a algum retrocesso ao Estado democrático de direito”, disse o senador. “Não há absolutamente este risco”, reforçou.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco em pronunciamento de máscara

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco em pronunciamento de máscara; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Ainda hoje (30), o Ministério da Defesa anunciou a a saída dos comandantes das três Forças Armadas: Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica). Em nota, não foram informados o motivo e os substitutos. Os três comandantes já teriam tido desentendimentos com o presidente.

Pacheco afirmou que não acredita na possibilidade de Exército, Marinha e Aeronáutica compactuarem com ameaças à democracia.

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Pacheco também defendeu ataques feitos pelo ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo contra a senadora Katia Abreu (PP-TO) no domingo (28).

Ernesto disse que a senadora Kátia Abreu (PP-TO) havia lhe pedido um “gesto” a respeito do 5G no Brasil, que ainda está em trâmite para ser implementado, ou não, no país. Segundo o ministro, Abreu teria dito que ele seria “o rei do Senado” caso ajudasse com a questão do 5G. A senadora foi apoiada por outros políticos nas redes sociais, e as frentes de governadores e prefeitos do Brasil

“O foco é o enfrentamento da pandemia, e eu não permitirei que se desvie o foco deste enfrentamento por absolutamente ninguém que possa criar um fato externo, que queira confundir o Senado, que queira confundir a Câmara”, disse Pacheco. “Isso será inadmissível num momento em que precisamos arrumar oxigênio, insumos, medicação e leitos de UTI.”

Além disso, em entrevista a jornalistas, Pacheco minimizou a reforma ministerial feita pelo presidente Jair Bolsonaro, disse que enxerga os fatos com naturalidade”.

Pacheco reforçou que as Forças Armadas atuam sob o compromisso constitucional de não promover a guerra, mas de promover a paz, além de garantir a manutenção do estado democrático de direito.

Questionado sobre o Projeto de Lei 1074/2021, que permite que Bolsonaro decrete “estado de mobilização nacional” durante a pandemia de covid-19, Pacheco disse não conhecer a matéria a fundo.

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Entrentando, ele afirma que o foco do Congresso deve ser a vacinação, o enfrentamento da pandemia e a redução no número de mortos vítimas da covid no Brasil.

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