O chefe da Polícia Federal do Amazonas critica Salles e afirma “que na PF não vai passar boiada”

Saraiva criticou dizendo que era a primeira vez que um ministro do Meio Ambiente se manifesta de maneira contrária a uma ação que visa proteger a floresta amazônica

Por: Larissa Placca | 05 abril - 23:49

O chefe da Polícia Federal do Amazonas, Alexandre Saraiva criticou os posicionamentos do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles e se posicionou sobre a maior apreensão de madeira da história, realizada no Pará.

Saraiva afirmou “que na PF não vai passar boiada”, fazendo referência à frase dita por Salles em uma reunião ministerial em abril do ano passado, ao falar que as mudança de normas ambientais se aproveitariam do foco da sociedade na pandemia de Covid-19. O vice-presidente Hamilton Mourão elogiou nesta segunda (5) o posicionamento do chefe da PF.

o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“Precisa haver um esforço nosso aqui, enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”, disse Salles, como registrado em vídeo.

Salles foi ao Pará na semana passada devido a investigação de apreensão de madeira, e afirmou que haveria erros na ação da polícia e que as empresas investigadas estão, na verdade, com a razão.

O chefe da PF afirma que as madeireiras não entregaram os documentos requisitados e que todo o material apreendido compõem um crime ambiental.

“Saraiva é um grande batalhador contra as ilegalidades, principalmente a questão da madeira”, disse Mourão. “Hoje a gente tem um imbróglio [confusão] ali no Pará, já os recebi três vezes aqui. A questão está clara, precisa apresentar a documentação correta, é só isso aí”, completou.

Saraiva criticou dizendo que era a primeira vez que um ministro do Meio Ambiente se manifesta de maneira contrária a uma ação que visa proteger a floresta amazônica.

“É o mesmo que um ministro do Trabalho se manifestar contrariamente a uma operação contra o trabalho escravo”, afirmou.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Preço dos alimentos sobe pelo 9º mês seguido; entenda porque isso ainda acontece

PGR defende redistribuição de ação que proíbe cultos presenciais ao ministro Nunes Marques

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:


Deixe seu comentário

BOMBOU!

Recomendadas para você