Na Cúpula de Líderes sobre Clima, Bolsonaro diz que Brasil irá reduzir emissões de carbono em 40%

O presidente também anunciou a antecipação da meta de neutralidade climática para 2050 e a eliminação do desmatamento ilegal até 2030

Por: Marina Correa de Genaro | 22 abril - 12:36

Nesta quinta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o Brasil se compromete a reduzir suas emissões de carbono em 40% e a eliminar o desmatamento ilegal até 2030.

Bolsonaro declarou na Cúpula de Líderes sobre o clima que “Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar, e reafirmar, uma NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030″.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em pronunciamento;

 Foto: Agência Brasil/Divulgação

Bolsonaro se referia às Contribuições Nacionalmente Determinadas, que são os planos que destacam ações, metas políticas e medidas que os governos pretendem implementar em resposta às mudanças climáticas.

De acordo com o presidente, as metas brasileiras são uma resposta ao chamado por parte do presidente norte-americano, Joe Biden, ao estabelecimento de compromissos para o combate às mudanças climáticas.

“Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior”, prometeu o presidente.

Na semana passada, Bolsonaro enviou uma carta ao presidente dos EUA, prometendo o fim do desmatamento ilegal até 2030.

“Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data.” Completou Bolsonaro.

No entanto, Bolsonaro disse reconhecer que será uma tarefa complexa e que precisará de “medidas de comando e controle” como parte da resposta.

“Apesar das limitações orçamentárias do governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados a ações de fiscalização. Mas é preciso fazer mais. Devemos enfrentar o desafio de melhorar a vida dos mais de 23 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, região mais rica do país em recursos naturais, mas que apresenta os piores índices de desenvolvimento humano”, ressaltou o presidente.

Para ele, a solução do que chamou de “paradoxo amazônico” é condição essencial para o desenvolvimento sustentável na região.

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