Mourão diz que há condições para a realizar celebrações religiosas na pandemia

Segundo ele, tudo depende do tamanho do templo; o vice-presidente opinou também e disse que frequentadores de templos são mais 'disciplinados'

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 05 abril - 14:59

Nesta segunda-feira (5) o vice-presidente Hamilton Mourão defendeu a liberação de celebrações religiosas no país. Segundo Mourão, “há condições” das celebrações acontecerem dependendo dos espaços de cada templo religioso, desde que seja possível o distanciamento social. 

Em uma fala do vice-presidente, ele alegou que frequentadores de templos religiosos são geralmente pessoas “mais disciplinadas” e que as celebrações não são iguais às “festas clandestinas”. 

Hamilton Mourão, vice-presidente do Brasil falando com a imprensa

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A decisão foi tomada no último sábado (3) pelo ministro Kassio Nunes Marques, permitindo assim, a realização de missas e cultos presenciais em todo o país, desde que haja adesão dos protocolos sanitários e a presença de pessoas seja limitada. 

A decisão foi duramente questionada pelos prefeitos e governadores. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, alegou em uma publicação o decreto determinado pelo próprio STF de dar autonomia aos prefeitos. O ministro Marco Aurélio também se manifestou e criticou a decisão de Kassio Nunes. Já o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comemorou em suas redes a decisão do ministro. 

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Mourão comentou nesta manhã que “Vamos aguardar que o pleno [STF] vai dizer […] Tem a própria questão dependendo do espaço do templo vai gerar algum tipo de aglomeração. Então, é uma questão que tem que ser discutida mais a fundo”. Para ele, o tamanho de cada templo é um dos critérios para definir se celebrações podem voltar a ser realizadas. 

Quando questionado se a liberação dos cultos e missas presenciais poderia agravar a situação da pandemia no país, Mourão afirmou que: “As pessoas que frequentam o culto, o templo, são pessoas até mais disciplinadas, assim. É diferente de balada, essas festas clandestinas que acontecem. Não vou colocar no mesmo nível, são duas atividades totalmente distintas, uma é espiritual e a outra é corporal, vamos dizer assim.” 

Pior momento da pandemia 

A decisão do ministro vem em um momento em que o país vive o pior momento da pandemia de covid-19. Na sexta-feira (2) o Brasil registrou 2.922 mortes por Covid-19 e 70.238 casos da doença. Com esses novos dados, o país soma mais de 328 mil vidas perdidas e 12.910.082 pessoas diagnosticadas.

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