Moro comenta decisão que o declara suspeito e diz ter ‘tranquilidade’

O ex-juiz ainda defendeu a importância da Operação da Lava Jato

Por: Bianca Antunes | 24 março - 16:20

O ex-juiz Sergio Moro se pronunciou nesta quarta-feira (24) sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou que ele agiu com parcialidade nos julgamentos do ex-presidente Lula (PT).

Moro declarou estar “tranquilo” sobre os “acertos” das decisões judiciais que tomou na Operação da Lava Jato. O ex-juiz ainda defendeu a operação e diz que ela colocou “fim à generalizada impunidade destes crimes”.

Ainda em nota, Moro afirma não ter tratado o julgamento com parcialidade. “Todos os acusados foram tratados nos processos e julgamentos com o devido respeito, com imparcialidade e sem qualquer animosidade da minha parte, como juiz do caso”, disse.

Moro considerado suspeito

O ministro Gilmar Mendes, do STF, iniciou o julgamento da suspeição de Sergio Moro no dia 9 de março. O recurso foi apresentado pela defesa de Lula, argumentando que o ex-juiz da Lava Jato foi parcial e agiu com motivação política na condenação do caso triplex no Guarujá.

Nesta terça-feira (23), o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 3 votos a 2, que o ex-juiz Sergio Moro foi parcial em sua condução do processo que condenou o ex-presidente Lula (PT) por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do triplex no Guarujá.

Com a decisão do STF, todo o processo do triplex contra o ex-presidente é anulado e volta à estaca-zero. Saiba mais.

A condenação de Lula

Moro condenou Lula sem provas no processo do triplex do Guarujá (SP), e assim, tirou o ex-presidente da disputa eleitoral de 2018. Ainda durante a campanha, Moro recebeu convite da equipe de Jair Bolsonaro (sem partido) para ser ministro da Justiça.

No dia 8 de março o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, anulou todas as condenações relacionadas às investigações da Operação Lava Jato do ex-presidente Lula. Com essa decisão, Lula recuperou os direitos políticos e voltou a ser elegível segundo a Lei da Ficha Limpa.

Fachin declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e das doações ao Instituto Lula ao decidir sobre pedido de habeas corpus da defesa de Lula, feita em novembro do ano passado.

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