Ministro do STF fala sobre regime de 64: “falta de liberdade”

Luís Roberto Barroso explicou sobre a censura e a violência sofridas pela população e imprensa no período

Por: Leonardo Fernandes | 31 março - 10:47

Na manhã desta quarta-feira (31), o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, comentou sobre o regime militar brasileiro que foi instaurado em 1964 após o golpe que depôs o presidente João Goulart. Barroso ainda comentou sobre alguns tipos de censura que eram feitas no período, bem como a atenção que as novas gerações precisam ter em relação a este discurso.

“Para as novas gerações: só pode sustentar que não houve ditadura no Brasil quem nunca viu um adversário do regime que tenha sido torturado, um professor que tenha sido cassado ou um jornalista censurado. Tortura, cassações e censura são coisas de ditaduras, não de democracias”, falou Barroso no Twitter. Entre os exemplos de proibições impostas pelos militares, o ministro citou as publicações em branco nos jornais, e as barreiras nas produções artísticas de artistas.

“Os jornais eram publicados com páginas em branco ou poemas. Os compositores tinham que submeter previamente suas músicas ao departamento de censura. A novela Roque Santeiro foi proibida e o Ballet Bolshoi não pôde se apresentar no Brasil porque era propaganda comunista”.

Luís Roberto Barroso também tweetou a respeito das eleições durante os anos de ditadura, e sobre o progresso democrático pelo qual o Brasil passou quando a ditadura acabou. “As regras eleitorais eram manipuladas. Ditaduras vêm com intolerância, violência contra os adversários e falta de liberdade. (…) O período democrático trouxe muito mais progresso social que a ditadura, com o maior aumento de IDH da América Latina”, escreveu.


Novo ministro da Defesa escreveu carta sobre comemoração do dia 31 de março

Na data desta quarta, o golpe de 1964 comemora 57 anos. Na última terça (30), o novo general no comando do Ministério da Defesa, Walter Braga Netto, defendeu a comemoração da data ao dizer que o período só pode ser compreendido a partir do contexto da época.

“A Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre esses Poderes preservarão a paz e a estabilidade em nosso País. O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março”, disse Braga Netto.

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