Ministro da Casa Civil afirma ter tomado vacina contra a covid escondido da imprensa por orientação da Presidência

Ramos, ainda disse que tenta convencer o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a ser vacinado.

Por: Larissa Placca | 27 abril - 19:30

O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou nesta terça-feira (27) que tomou a vacina contra Covid-19 escondido da imprensa por orientação da Presidência da República.

Ramos fez a afirmação durante uma reunião do Conselho de Saúde Suplementar. O evento, no caso, estava sendo transmitido ao vivo na internet, mas os ministros e demais participantes não sabiam.

O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, em pronunciamento

O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, em pronunciamento; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Ramos, ainda disse que tenta convencer o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a ser vacinado. O ministro disse que as novas cepas tornaram a doença mais perigosa, e que teme pela vida de Bolsonaro.

Na mesma reunião, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o coronavírus foi “inventado” pelos chineses e que a vacina do país contra a doença é “menos efetiva” do que o imunizante da Pfizer, dos Estados Unidos.

“O chinês inventou o vírus, e a vacina dele é menos efetiva do que a americana. O americano tem 100 anos de investimento em pesquisa. Então, os caras falam: ‘Qual é o vírus? É esse? Tá bom, decodifica’. Tá aqui a vacina da Pfizer. É melhor do que as outras”, disse Paulo Guedes, durante reunião do Conselho de Saúde Complementar.

Atualmente, a vacina da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, já foi aplicada em cerca de 80% das pessoas vacinadas no Brasil. Os resto dos brasileiros recebeu doses do imunizante desenvolvido pela parceria entre o laboratório Astrazeneca e a Universidade de Oxford.

Guedes não sabia que a reunião do conselho estava sendo gravada e transmitida por redes sociais. Quando foi informado, disse: “Não mandem para o ar.”

Guedes também defendeu a participação da iniciativa privada no setor da saúde. Ele disse que o governo não tem capacidade de acompanhar o ritmo de investimento privado, e que, por isso, seria importante haver uma melhor interlocução entre o governo e o setor para formulação de políticas públicas que retirem o inchaço do SUS.

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