Ministério Público pede ao TCU afastamento do ministro Ricardo Salles

Salles comanda a pasta do Ministério do Meio Ambiente e é alvo de uma notícia-crime de extração ilegal de madeira

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 16 abril - 15:59

Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu para que a Corte determine à Casa Civil, que adote medidas necessárias para o afastamento temporário das funções do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 

No documento, o subprocurador pede que Salles fique afastado até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre o mérito da questão. O pedido conta ainda, que, se o ministro continuar no cargo, ele poderá retardar ou dificultar a apuração dos fatos. 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de audiência pública, na Comissão de Agricultura. Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados

Ricardo Salles é alvo de uma notícia-crime do STF , enviada pela Polícia Federal do Amazonas. Nela, o superintendente da PF do estado, Alexandre Saraiva, afirma que o ministro teria agido em defesa de madeireiros que tiveram uma carga ilegal apreendida. Salles teria argumentado que as terras de onde a madeira foi retirada tinha autorização para extração. 

Salles disse que acusação de haver ocultado a extração de madeira ilegal no AM é “absurda” e “sem fundamento”

Segundo a notícia-crime assinada por Saraiva, os 200 mil metros cúbicos de madeira apreendidos pela instituição foram extraídos ilegalmente e são avaliados em torno de R$ 130 milhões. De acordo com a PF, as investigações apontam que o local de onde a madeira foi extraída é fruto de grilagem de terra.

De acordo com Furtado, os fatos expostos na notícia-crime “merecem avaliação por parte do TCU, por se configurarem como possíveis condutas atentatórias aos princípios constitucionais da legalidade, em tese, na prática de ato de gestão ilegal ilegítimo, antieconômico e infração à norma legal, com potencial de acarretar dano ao erário, decorrente de ingerência indevida a favor de supostos criminosos em operação da Polícia Federal.”

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