Mesmo tendo minoria no colegiado, Governo ainda pode ter apoio de relatoria da CPI da Covid; Entenda:

A confirmação dos cargos de presidente e relator da CPI será feita através de uma votação secreta na primeira reunião da Comissão

Por: Larissa Placca | 16 abril - 19:10

Segundo interlocutores do Governo, o Planalto tenta ter aliados na presidência e na relatoria da CPI da Covid, já que é minoria no colegiado (veja a lista dos integrantes).

Para o presidente Jair Bolsonaro, os senadores Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO) seriam ideais para assumir os cargos.

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em coletiva de imprensa

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em coletiva de imprensa; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Conforme reportagem da Metropolitana, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi escolhido como relator da CPI da Covid. A comissão será presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) e o vice-presidente será o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Porém, a confirmação dos cargos será feita através de uma votação secreta na primeira reunião da Comissão que, segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a CPI da Covid deve ser instalada no próximo dia 22 ou na terça-feira, dia 27.

Votam os onze membros da comissão pelo presidente, e este, quando eleito define o relator da CPI.

Renan e Randolfe fazem oposição a Bolsonaro, enquanto Aziz se autodeclara independente. Segundo interlocutores, a principal resistência do Planalto é à indicação de Calheiros.

Nesta sexta-feira (16), Girão sinalizou que se colocou à disposição para assumir um dos dois cargos. O senador é protocolou o pedido que ampliou as investigações da Comissão para que o repasse de dinheiro a estados e municípios.

O parlamentar evitou criticar os nomes dados como certos para o comando do colegiado e insistiu que a definição vai nortear qual será a “cara” da CPI. “Eu espero que seja um perfil independente, e que se possam investigar a União e os centenas de bilhões de reais enviados a estados e municípios […] A população não quer parte da verdade. A população quer toda a verdade”, afirmou.

O senador do Podemos afirmou que quer seriedade na CPI para que ela não seja usada para “antecipar o calendário eleitoral do ano que vem”. “Sem caça às bruxas”, completou. Apesar de expressar certo apoio do Planalto, o senador se considera independente.

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