Marco Aurélio critica decisão de Nunes Marques que libera missas e cultos: “Novato”

No último sábado (3), Nunes Marques aceitou o pedido da Associação Nacional de Juristas Evangélicos

Por: Murilo Amaral Feijó | 04 abril - 15:38

Neste domingo (4), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a decisão do ministro da Corte Kassio Nunes Marques que aceitou o pedido da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), liberando a realização de cultos e missas.

A decisão de Nunes Marques, que foi nomeado para o STF em outubro de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi anunciada na noite do último sábado (3).

Ministro Marco Aurélio Mello do STF

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em entrevista ao Estadão, Marco Aurélio lamentou a decisão de Nunes Marques: “Pobre Supremo, pobre Judiciário. E atendeu a Associação de juristas evangélicos. Parte legítima para a ADPF? Aonde vamos parar? Tempos estranhos!”. A ADPF, citada pelo ministro, é a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, um processo que discute o cumprimento à Constituição Federal.

O ministro Marco Aurélio, que foi nomeado para o cargo em 1990, tem a sua aposentadoria marcada para julho. A vaga deve ser preenchida por indicação de Bolsonaro. Um dos favoritos para assumir o cargo é o atual Advogado-Geral da União, André Mendonça.

OPOSIÇÕES À DECISÃO DE NUNES MARQUES

Além de Marco Aurélio, o prefeito de Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil (PSD) criticou a decisão de Nunes Marques, alegando que os prefeitos têm autonomia e a decisão deles é a que vale. O ministro, em resposta a Kalil, intimou o prefeito a seguir a decisão.

A decisão do ministro também foi contestada pelo partido Cidadania, que enviou ao presidente do STF, o ministro Luiz Fux, um pedido para derrubar a liminar de Nunes Marques.

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