Indicação de Flávia Arruda pode significar aproximação do Governo com Lira e Centrão

A deputada votou alinhada à orientação do governo em 94% das votações nominais na Câmara

Por: Larissa Placca | 29 março - 20:00

As alterações nos Ministérios desta segunda-feira (29), publicada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), incluiu a Secretaria de Governo para a deputada Flávia Arruda (PL-DF).

A nomeação foi vista como uma articulação entre o governo e a Câmara porque, Arruda seria aliada do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A deputada Flávia Arruda (PL-DF) em sessão da Câmara

A deputada Flávia Arruda (PL-DF) em sessão da Câmara; Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

“Foi um bom movimento político do presidente. É uma forma de prestigiar o Arthur Lira”, disse uma fonte que não quer ser identificada, no Palácio do Planalto.

Quem é a Deputada Flávia Arruda?

Este é o primeiro mandato político da deputada Flávia Arruda (PL-DF), de 41 anos.

Ela irá assumir a Secretaria de Governo, a pasta negocia votações, liberação de emendas e cargos com o Congresso. Flávia foi nomeada por Lira, em fevereiro, como presidente da Comissão Mista de Orçamento.

Flávia Arruda é casada com o ex-governador cassado do Distrito Federal José Roberto Arruda, que foi preso por 2 meses em 2010, acusado de esquema de corrupção chamado de “mensalão do DEM” e de tentar comprar o silêncio de uma testemunha.

Segundo dados do Radar do Congresso, a deputada votou alinhada à orientação do governo em 94% das votações nominais na Câmara.

A deputada irá substituir o general Luiz Eduardo Ramos, que será realocado para a Casa Civil, subistituindo Braga Neto, que irá assumir o Ministério da Defesa após exoneração do general Fernando Azevedo e Silva, anunciada esta tarde (29).

Bolsonaro realiza reforma ministerial, alterando o comando de seis pastas

“O general Ramos estava adaptado e fazendo muito bem a articulação política e continuará a fazê-la na Casa Civil. A deputada Flávia presidiu a Comissão de Orçamento e pode ajudar muito em um ano como este de reformas que exigem quórum qualificado”, afirmou Barros.

Lira disse que estava acendendo um “sinal amarelo” e que erros cometidos pelo governo não seriam mais tolerados e poderiam ser reprimidos com “remédio amargo”.

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