Governo Bolsonaro: relembre as ações dos ministros de Saúde

Relembre a passagem de ministros pela pasta de Saúde no governo Bolsonaro

Por: Bianca Antunes | 29 março - 14:22

Com o médico cardiologista Marcelo Queiroga substituindo o general Eduardo Pazuello, o Ministério da Saúde chega em seu quarto comando durante o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). As trocas ocorrem em meio a pandemia de covid-19 no país, que já matou 312 mil pessoas e infectou mais de 12,5 milhões.

Além deles, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich também já fizeram parte da pasta. Ambos saíram pelo mesmo motivo: discordância das medidas tomadas pelo presidente. Os quatro nomes tiveram passagens marcantes pelo Ministério e fizeram parte da tentativa de enfrentamento da pandemia no Brasil. Relembre suas ações:

Luiz Henrique Mandetta

Mandetta foi o primeiro indicado para o Ministério da Saúde, assumindo o comando no início do mandato do presidente, antes mesmo da pandemia. Graduado como médico ortopedista, ganhou destaque no início da pandemia por suas medidas de enfrentamento. Apoiador do isolamento social, o ministro batia de frente com os ideais de Bolsonaro.

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Por conta de seu protagonismo – chegando a ter aprovação maior do que a do presidente – passou a incomodar o governo. Bolsonaro pediu para que houvesse uma indicação oficial do uso de cloroquina no tratamento da doença, medida não atendida pelo ministro. Assim, em abril de 2020, foi substituído.

Nelson Teich

Teich é conhecido por sua passagem breve pela pasta, pois permaneceu por menos de um mês. Médico oncologista, Teich seguia os mesmos pensamentos de Mandetta, apoiava o isolamento social e chegou até propor lockdown para cidades com maior taxa de transmissão do coronavírus.

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Se Bolsonaro não gostou da forma de trabalho de Mandetta, também não aprovou o comando de Teich. Também houve muita cobrança sobre o protocolo para o uso da cloroquina e o ministro não via a medicação como eficaz no caso. Seu estopim foi quando o governo federal editou um decreto que ampliava as atividades consideradas essenciais e incluiu academias e salões de beleza.

Eduardo Pazuello

Em maio de 2020, o general do Exército assumiu o comando do Ministério. Pazuello, diferente dos anteriores, atendeu às expectativas do presidente e lançou o protocolo de tratamento da covid-19 que recomenda a utilização da cloroquina. O ministro ficou conhecido por sua extrema obediência a Bolsonaro, e consequentemente, por sua falha nas medidas de enfrentamento da pandemia.

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Por conta da disparada de número de óbitos e infecções, o ministro passou a ser amplamente criticado pelas alas de dentro e fora do governo. Com muita pressão do centrão, o presidente decidiu fazer a troca na pasta – mesmo que não fosse sua vontade pessoal. Pazuello ainda é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta omissão na crise sanitária do Amazonas, em que houve uma crise de abastecimento de oxigênio que fez com que pacientes morressem asfixiados.

Marcelo Queiroga

Médico cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Queiroga é bem visto em Brasília e no governo. O atual ministro se posicionou, em 2020, a favor do isolamento social como forma de combate ao covid-19 e foi contra o tratamento precoce com cloroquina defendido pelo governo Bolsonaro. Apesar disso, prometeu que seguiria a mesma linha de atuação de Pazuello.

O novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Após assumir o comando da pasta em março deste ano, o ministro já declarou que irá criar um protocolo unificado de atendimento em meio a pandemia. Para ajudar no protocolo, convidou um médico anticloroquina. Além disso, Queiroga já prometeu a vacinação de mais de 1 milhão de pessoas por dia.

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