Freixo pede uma CPI para investigar milícias na política e disse que as “digitais” da família Bolsonaro estão neste processo

"Porque vem de lá esta relação de crime, polícia e política se nacionalizou através da eleição de Bolsonaro"

Por: Larissa Placca | 28 abril - 19:19

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ), pediu a instalação na Câmara Federal, uma nova CPI para investigar a atuação dos criminosos.

Em discurso em sessão da Casa, nesta quarta-feira (28), o parlamentar afirmou que a expansão das milícias é resultado de parceria com a política e afirmou que as “digitais” da família Bolsonaro estão neste processo.

O deputado Marcelo Freixo em sessão da Câmara

O deputado Marcelo Freixo em sessão da Câmara; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“Mais de 70% da população está dominada por algum grupo criminoso na cidade do Rio de Janeiro […] E isso é um projeto de poder. Um projeto de poder que tem as digitais da família que hoje está no Palácio do Planalto. Porque vem de lá esta relação de crime, polícia e política se nacionalizou através da eleição de Bolsonaro”, disse o deputado.

“Não é um Estado paralelo. É um projeto de sociedade miliciana que interessa à muita gente, que interessa a fragilidade das instituições, a violência policial, a fragilidade da lei. É um projeto de sociedade que está em disputa no Brasil”, afirmou.

“Esse projeto de mexicanização, que hoje tem seu representante da relação entre crime, polícia e política no Palácio do Planalto tem que ser enfrentado. Nós temos que aqui abrir uma CPI da Milícia e investigar”, disse Freixo.

O deputado apresentou um relatório feito pela Universidade Federal Fluminense e aponta a expansão da milícia na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o documento, 41 bairros da cidade estão sob domínio miliciano.

Fontes do MPRJ dizem que Bolsonaro foi procurado por comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega

Diálogos transcritos de grampos telefônicos sugerem que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi procurado por integrantes da rede de proteção do miliciano Adriano da Nóbrega. As informações foram divulgadas em reportagem de Sérgio Ramalho do The Intercept divulgada neste sábado (24).

Após a morte do chefe do “Escritório do Crime”, cúmplices de Adriano fizeram contato com uma pessoa chamando por: “Jair”, “HNI (PRESIDENTE)” e “cara da casa de vidro”.

Ainda segundo a reportagem do The Intercept, fontes que pediram anonimato do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPE), apontam que o conjunto de circunstâncias permite concluir que os nomes fazem referência ao presidente da República. Leia a matéria completa.

“O cara da casa de vidro” seria em referência aos palácios do Planalto e da Alvorada, ambos com fachadas de vidro.

Segundo a reportagem do Intercept, na noite da morte do miliciano, um homem chamado de Ronaldo Cesar, o Grande, diz a uma mulher que ligaria para o “cara da casa de vidro”, devido à pendências financeiras. Ele quer saber “como vai ser o mês que vem”.

A escuta das conversas pelo MPE duram onze dias. Após a morte de Adriano, o Grande fala com um homem não identificado, mas chamado como PRESIDENTE, informando que a família do miliciano está com problemas devido à divisão de bens. No mesmo dia, o nome “Jair” aparece nas transcrições.

A reportagem afirma que após as citações, o MPE encerrou as escutas, ainda que eles seguissem falando sobre as atividades ilegais de Adriano da Nóbrega. Isso porque o MP estadual não pode investigar o presidente.

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